terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

o diálogo



João x Maria

[20:50:50] João vasco... diz :oi Maria

[20:51:38] Maria gald... diz :oi vasco

[20:51:45] Maria gald... diz :diz ai cara?

[20:51:56] João vasco... diz :boa noite gata

[20:52:18] Maria gald... diz :diz ai meu amigo

[20:52:30] João vasco... diz :digo

[20:52:39] João vasco... diz :o que queres ouvir companheira?

[20:52:57] Maria gald... diz :fala das tuas filosofias políticas

[20:53:13] João vasco... diz :então é assim

[20:53:27] João vasco... diz :entre brassards.;quem tem um troco é de lei

[20:54:01] João vasco... diz :depois a prosaica investida fica do lado da rumba

[20:54:07] Maria gald... diz :tah massay vei?

[20:54:10] João vasco... diz :no final a tese é valorada

[20:54:25] Maria gald... diz :tudo eh valorizado no final amigo

[20:54:37] João vasco... diz :depende

[20:54:42] João vasco... diz :neste caso será

[20:54:46] João vasco... diz :nem sempre é

[20:55:32] Maria gald... diz :mas nem sempre eh quase e nem quase eh sempre, mas sempre eh [20:56:16] João vasco... diz :sem o h fica menos recambelesco mesmo se na nova vaga a onda acompanhe

[20:59:01] Maria gald... diz :esse nosso debate caleidoscorpos está ficando oriçado

[20:59:52] João vasco... diz :eheheheheh

[20:59:59] Maria gald... diz :kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

[21:00:09] Maria gald... diz :fala sério cara

[21:00:30] João vasco... diz :eu cada vez acho que os defensores da conversa brejeira sobre sexo é que estão certos

[21:00:39] João vasco... diz :ali não tem isso

[21:00:43] João vasco... diz :é entrar e sair

[21:00:49] João vasco... diz :e a filosofia é de moda

[21:02:48] Maria gald... diz :para entrar is sair so não fica perfeito nosso estágio emocional fica perturbado e não diremos coisa com coisa, mesmo que nossa fala seja labialmente compreendida [21:03:57] João vasco... diz :é boa a resposta

[21:09:49] João vasco... diz :mas olha que é bom quando o emocional se sobrepõe ao que racionalmente é de regra

[21:11:29] Maria gald... diz :eh mas ha um desgaste psicológico quando não ha um verdadeiro reconhecimento da causa, como sã e apenas um devaneio obscurecido

[21:12:14] João vasco... diz :na sanidade ha tantos devaneios Maria

[21:13:48] Maria gald... diz :sim mais o lirismo eh belo quando eh sincero a verdadeira palavra eh aquela que nada diz pronunciando tudo o quanto precisamos

[21:14:17] João vasco... diz :sem duvida

[21:14:36] João vasco... diz :mas para subir ao monte é preciso percorrer o caminho

[21:14:45] João vasco... diz :seja de que maneira for

[21:14:52] João vasco... diz :essa do lírico parece-me bem

[21:15:00] Maria gald... diz :os caminhos todos são tortuosos

[21:15:01] João vasco... diz :é uma boa forma de chegargar La

[21:15:05] João vasco... diz :nada

[21:15:20] Maria gald... diz :nós e que nos enganamos com a ilusão da felicidade

[21:15:21] João vasco... diz :no Éden não ha caminhos tortuosos maga

[21:15:29] João vasco... diz :que engano

[21:15:38] João vasco... diz :não ha isso de felicidade

[21:15:45] João vasco... diz :logo a ilusão não existe

[21:15:54] João vasco... diz :existem momentos de pura magia

[21:16:04] João vasco... diz :e isso não tem engano

[21:16:13] Maria gald... diz :mas o que existe então senão a representação se sermos algo que ainda não descobrimos

[21:16:48] João vasco... diz :a representação nunca é assim como a desenhas

[21:17:06] João vasco... diz :antes nos descobrimos na aprendizagem do que somos

[21:17:31] Maria gald... diz :então amigo redimensione meus pensamentos, para que ele funcione na forma comum de se pensar

[21:18:13] João vasco... diz :quem eu sou para alterar formas de pensar de quem percorre os sábios caminhos da intelectualidade?

[21:18:35] Maria gald... diz :meu pensar se oculta por trás de uma coisa chamada idéia, e quando me sinto ausente, sinto que o nada existe

[21:18:43] Maria gald... diz por detrás

[21:19:08] Maria gald... diz :um vazio por não saber-me

[21:19:15] João vasco... diz :eu um rude, selvático, desordeiro almocreve..

[21:19:29] João vasco... diz :nem tanto

[21:19:53] João vasco... diz :o pensar consubstancia a idéia e como tal incorpora-a

[21:20:03] Maria gald... diz :penso que leio João Cabral de Melo Neto

[21:20:14] Maria gald... diz :especificamente cabra-vadia

[21:20:22] João vasco... diz :logo na essência sedes constituinte

[21:20:33] Maria gald... diz :com essa linguagem

[21:20:34] João vasco... diz :depois se com idéia nunca vazia

[21:20:43] João vasco... diz :de resto.;é jogo de palavras

[21:20:55] João vasco... diz :essa da cabra vadia..gosto

[21:21:05] João vasco... diz :é vernáculo

[21:21:07] Maria gald... diz :sei quando ha palavras e sei quando são vazias

[21:21:20] João vasco... diz :sabereis

[21:21:38] João vasco... diz :mas também será de utilidade enche-las

[21:21:39] Maria gald... diz :algo descansa no pensamento e pronunciamos o que a nossa mente propõe

[21:22:10] João vasco... diz :dito de outra maneira..dizemos o que nos apetece quando a vontade nos leva a isso

[21:22:10] Maria gald... diz :as vezes ela nos trai

[21:22:21] João vasco... diz :a traiçao tb cabe

[21:22:38] João vasco... diz :e se não descoberta...anima a alma

[21:22:44] Maria gald... diz :e somos atraiçoados pelos nossos impulsos desejosos por conclusão [21:23:05] João vasco... diz :que nos tiram da letargia da vivencia casuística

[21:23:16] Maria gald... diz :lembro da tabula redonda

[21:23:30] João vasco... diz :onde de redondo só os espíritos

[21:23:30] Maria gald... diz :não quero falar da morte propriamente dita

[21:23:39] Maria gald... diz :pq como a vida ela eh intrigante

[21:23:51] João vasco... diz :que dela já ha quem fale pelo que a mesma esta falada

[21:24:04] João vasco... diz :nada

[21:24:27] João vasco... diz :seremos efeito do que a situação que se nos depara permita [21:25:00] Maria gald... diz :sim ha que se considerar como nada o conteúdo de um copo maio vazio, mesmo estando meio cheio

[21:25:51] João vasco... diz :sendo essa a consideração todo será o prazer de vos ter como madrinha

[21:26:12] Maria gald... diz :podes me dispor de todo o conteúdo que me dedicas sem que dele retires a essência

[21:26:30] João vasco... diz :que no fundo é aquilo que busco

[21:26:32] João vasco... diz :o âmago

[21:26:40] João vasco... diz :o que esta para além

[21:26:45] João vasco... diz :o que se guarda

[21:26:54] João vasco... diz :o que me leva a considerar desafios

[21:27:06] Maria gald... diz :buscar vida onde não há não eh de bom grado

[21:27:38] João vasco... diz :a vida esconde-se onde nem ela mesmo suspeita

[21:27:50] Maria gald... diz :prefiro a distancia de um velho mundo cansado de viver e por isso mesmo correndo dos seus para permanecer vivo

[21:27:53] João vasco... diz :tantas e tantas vezes adormecida

[21:28:24] João vasco... diz :já eu prefiro uma boa pinga.;em companhia agradável..

[21:28:26] Maria gald... diz :a vida em si já eh um desafio

[21:28:29] João vasco... diz :distinta

[21:28:46] João vasco... diz :antes um desafio que se coloca em cada vida

[21:29:02] Maria gald... diz :prefio vinho no recanto mais confortável de minha casa

[21:29:11] João vasco... diz :era ai que pensava [21:29:18] João vasco... diz :bem no conforto [21:29:24] Maria gald... diz :pensar na vastidão do universo

[21:29:32] Maria gald... diz :morrer de vez enquando

[21:29:33] João vasco... diz :essa deixava para depois

[21:29:44] Maria gald... diz :e depois reconhecer as perdas como grandes ganhos

[21:29:47] João vasco... diz :e antes de morrer..subir ao céu

[21:29:51] João vasco... diz :varias vezes

[21:30:06] Maria gald... diz :não há ceu

[21:30:10] Maria gald... diz :ha gases

[21:30:17] João vasco... diz :sendo que de ganhos se fala pois as perdas ja eram

[21:30:17] Maria gald... diz :e deles eu estou fugindo

[21:30:32] João vasco... diz :tb.;no fru fru da pernoita

[21:30:50] João vasco... diz :com um bom dosador atenuam

[21:31:18] Maria gald... diz :pois eles são a dialeticidade que se determina na minha perda de memória, na morte de minhas células

[21:31:22] Maria gald... diz :...

[21:31:58] João vasco... diz :entre células e dia lecticas prefiro a universalidade

[21:32:26] Maria gald... diz :sou para o oxigênio o que o acido é para o tecido celular

[21:32:45] Maria gald... diz :cada vez que respiro morro um segundo

[21:32:46] João vasco... diz :eu boa companhia ..para o vinho

[21:32:52] Maria gald... diz :lindo isso

21:33:10] João vasco... diz :é sobretudo um estar de lindura

[21:33:24] Maria gald... diz :se precisar de outra boa companhia não faça-se de rogado [21:33:38] João vasco... diz :não a procuro

[21:33:51] João vasco... diz :quando se tem uma que nos encanta duas são demais

[21:34:13] João vasco... diz :e fazemos asneiras quando não pensamos no bem que nos bateu a porta

[21:34:56] Maria gald... diz :a composição do talhado azul de seus traços são vislumbrados pela Iris negra de minha visão, mas tateio pela noite em busca de desse olhar e me perco na noite na contramão

[21:35:51] João vasco... diz :quiçá em vez de caminhos de tacto seria mais directo abrir os olhos e pegar o que na frente se oferece

[21:36:20] João vasco... diz :mesmo se burilar fosse uma necessidade

[21:36:27] Maria gald... diz :as vezes a ilusão

[21:36:45] João vasco... diz :ou utopia

[21:37:05] João vasco... diz :essa mesmo do velho Thomas

[21:37:43] Maria gald... diz :falar baixinho não atropela nosso pensar,mas tintubeia nossos passos certos na retidão da mesmice vaga do caminho

[21:37:52] Maria gald... diz :titubeia

[21:38:15] Maria gald... diz :curto, mas profundo

[21:38:24] João vasco... diz :e porque não parar para saborear o momento a fresca sombra? [21:38:37] João vasco... diz :aquela do olmo mais abaixo na curva eu aconselho

[21:39:02] Maria gald... diz :eh pelo bel prazer querer ser o que o outro deseja em mim [21:39:24] João vasco... diz :querer ser ou querer ter?

[21:39:27] Maria gald... diz :as vezes nos perdemos de nós mesmos

[21:39:35] Maria gald... diz :ser

[21:39:42] João vasco... diz :qual duvida shaskesperiana

[21:40:00] João vasco... diz :entre ser e ter sempre o ter

[21:41:21] João vasco... diz :e agora me lembro que eram 3

[21:41:31] Maria gald... diz :o que nunca se será, mas que no ápice de um desejo retumbante, acabamos por fazer um clone da loucura do outro, deixando de ser nós mesmos e nos habituamos com isso todos os dias que no mais das vezes deixamos o nosso ser vagar pelo ser do outro


[21:41:37] João vasco... diz :maranhao, pernambuco e paraiba..

[21:41:51] João vasco... diz :ja nao sei bem a que proposito..mas eram 3 e eram essas

[21:42:39] Maria gald... diz :o estado de conservação

[21:42:41] Maria gald... diz :?

[21:42:48] João vasco... diz :e quão bom são esses lampejos de inundar do outro no que de bom proporcionamos em partilha com ele

[21:43:00] João vasco... diz :essa soa-me a eixo rodoviário

[21:43:05] Maria gald... diz :dos ingredientes podres e rotulados por hipocrisias

[1:43:08] João vasco... diz :não era pois na altura não havia

[21:43:20] João vasco... diz :essas são de trama politica

[21:43:23] João vasco... diz :não me meto

[21:43:31] João vasco... diz :estou impedido por decreto

21:44:46] Maria gald... diz :quão vagos sortilégios que tentam ingrupir um povo de verdades ocultas só para os que investem nos ricos e pompudos bolsos

[21:45:16] João vasco... diz :que quando estão rotos não teem fundo

21:45:28] João vasco... diz :logo precisam de muito enchimento

21:45:35] Maria gald... diz :e quando são fundos não teem preços

[21:45:57] João vasco... diz :nem almas

[21:46:19] João vasco... diz :também onde se vira bolsos com almas?

[21:46:19] João vasco... diz :nem na barca do inferno

[21:47:05] Maria gald... diz :são ralos abertos evacuantes de sobras e de lamas que banham a pele fresca de damas desonestas incrédulas e desavergonhadas, mas manteem a pureza de um anjo assexuado

[21:47:31] João vasco... diz :soou a campainha

[21:47:49] Maria gald... diz :negro e de cabelos encaracolados por sinal

[21:47:57] Maria gald... diz :negros

[21:48:24] João vasco... diz :que permitem enroscar..

[21:48:30] Maria gald... diz :amigo acho que travamosl uma batalha sem armas

[21:48:35] Maria gald... diz :kkkkk

[21:48:40] João vasco... diz :que se penteiam..

21:48:50] João vasco... diz :que se acariciam..

[21:49:03] João vasco... diz :que se tomam...

[21:49:04] Maria gald... diz :dessas que nos dá a vitoria dos dois lados

[21:49:24] João vasco... diz :batalhas são de mestria

[21:49:40] João vasco... diz :onde a estratégia é vencedora

[21:49:50] João vasco... diz :mas a vos a vitoria senhora

[21:49:57] Maria gald... diz :satisfação deve ser a exata forma de se conceituar

[21:49:56] João vasco... diz :pelos vossos méritos

[21:50:03] João vasco... diz :(F)

[21:50:08] João vasco... diz :(bow)

[21:50:14] João vasco... diz :(emo)

[21:50:28] João vasco... diz :essa..é que é a palavra

[21:50:31] João vasco... diz :satisfação

[21:50:42] João vasco... diz :quando ela chega..finge Diógenes

[21:50:48] João vasco... diz :esta em rei em campo

[21:51:15] Maria gald... diz :não ha méritos quando não há perdas

[21:51:19] João vasco... diz :el rei que pode ser pagem

[21:51:31] João vasco... diz :é quando são maiores

[21:51:43] João vasco... diz :é o que dizem os manuais

[21:51:46] Maria gald... diz :não maiores quando não tem limites

[21:51:48] João vasco... diz :e tb os manuéis


[21:52:10] Maria gald... diz :nem me fale

[21:52:12] João vasco... diz :os limites existem em cada medida

[21:52:21] João vasco... diz :não falo então

[21:52:24] Maria gald... diz :não na mesma media

[21:52:35] João vasco... diz ::x

[21:53:04] Maria gald... diz :a medida de minhas palavras equilatam as suas

[21:53:13] Maria gald... diz :as

[21:53:41] João vasco... diz :nobre bondade para imensa alma de sentir são

[21:54:52] Maria gald... diz :o meu desejo noturno se envolve de invólucro de ter no outro os sonhos de Morfeu

[21:55:19] Maria gald... diz :vou sentir saudade

[21:55:29] Maria gald... diz :qualquer dia nos veremos por ai

[21:55:36] João vasco... diz :esse eu substituo por cadencias ritmadas onde a volúpia se faz crescente

[21:56:05] João vasco... diz :entre veres..hasta que los hinos acudan

[21:56:30] João vasco... diz :salud..

[21:56:49] Maria gald... diz :não diga nada que venha a identificar uma relação com sensualidade evocada pelos festejos dos folguedos

[21:57:04] Joao vasco... diz :en buena hora lo que se vio de charla

[21:58:03] João vasco... diz :penro considero que hablar de sexo seria porsupuesto bien mas caliente [21:58:25] Maria gald... diz :não acredito nisso

[21:58:33] João vasco... diz ::D

[21:58:48] João vasco... diz :no me iria sin esta sonora risada

[21:58:55] Maria gald... diz :acho entediante

[21:59:00] João vasco... diz :gracias senorita

[21:59:06] Joao vasco... diz :en hora buena

[21:59:26] Maria gald... diz :boa noite Vasco

[22:00:17] Maria gald... diz :(handshake)

[22:00:37] Maria gald... diz :foi muito bom te encontrar

[22:00:58] Maria gald... diz :forte (hug)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

professor:ou você muda ou será ultrapassado pelo sistema.


Professor:uma categoria que vem sendo advertida quanto a sua concepção e quanto a sua atual postura. Se formos levar em conta os fatores tempo, modernidade e sujeitos iremos constatar que o tempo que ininterruptamente, avança sobre os sujeitos, os quais já vão sendo modificados, sócio cultural e historicamente, vem exercendo profundas transformações nas civilizações e, de crise em crise, a sociedade altera seus valores. Entramos na pós-modernidade e já não temos tanta convicção em afirmar que o professor deverá recuperar o prestígio, aquele que perdeu durante o processo de mudanças tecnológicas.


Não quero transformar as tecnologias em vilã. O fato é que as relações sociais e de trabalho também veem sendo substituídas, Já podemos constatar uma sociedade sem patrões, como também poderemos antever escolas sem professores, da mesma forma como existem famílias sem o comando dos pais. O aprendizado está em toda parte. Não querendo dispensar a figura do mestre, pois que observando escolas publicas no interior do Nordeste brasileiro , onde a carroça com o jumento ainda é o meio de transporte mais atual, pois dele necesitam para o transporte de mercadorias e para a locomoção a lugares difíceis,onde a tecnologa mais avaçada é, por incrível que pareça, a urna eletrônica e a TV em tempos de copa.Ai o professor é respeitdo é uma sumidade.

Em muitas escolas públicas os professores saem de férias durante o mês de janeiro e voltam às aulas estressados, pois sabem muito bem o que vem pela frente, sabem que vão encontrar: uma escola desestimulante e desassistida pelos governantes, onde só não falta giz e saliva, mas nos aspectos materiais e humanos... Encontramos um aluno que sofre a desigualdade social de forma acintosa, essa falta de entusiasmo justifica esse mal estar tanto do aluno quanto do professor, que por sua vez carrega o fardo da mau remuneração em ter que dar tudo de si para que a sociedade o reconheça e faça jus ao seu esforço “quase sobre-humano” em ter que conciliar todas as atribulações e mais uma, quando na verdade o que ele dá de si é uma parte tão ínfima que se fôssemos fazer uma analogia à expressão: “Já dei minha última aula graças a Deus”, não é justificada no dever cumprido, mas no conforto que dá em ficar dois dias longe daquele enfrentamento diário. Mas é inevitáel observar que no primeiro dia de aula já chegam procurando um calendário para ver o próximo feriado, chegam cansados e se arrastando, movidos pela idéia da próxima sexta-feira.

Hoje em pleno século XXI apresentamos um quadro bastante desolador, similar ao de Vida Maria, vídeo produzido por Marcio Ramos,(sic) que circula na internet e que retrata o nordestino na sua mais extrema miserabilidade, sem instrução, sem perspectivas, sem esperanças de vida melhor,com um processo alienatário bastante evidente na reprodução da pobreza, na imgens de quem considera e chamam santos sobre o único móvel existente: uma mesinha, numa pequena casa de taipa algo desolador configurando-se um quadro da mais profunda indiferença e abandono ao ser humano, por parte dos poderes cosntituidos. Da mesma forma quando vejo os professores motivados pela sextas-feiras, lembro do debate entre Paulo Freire e Ira Shor citado por Sergio Augusto Freire Souza no seu artigo “ Modernidade, pos modernidade e Educação: Como começar a segunda feira de manhã? perante os alunos... Alunos que veem dessa realidade...

No século XIX o uso do tablado atribuía ao professor uma imponência e o transformava num ser superior, carregando conhecimentos, cheio de intelectualidade, dotado de respeito e muitas vezes, de inveja, pois que ser professor até três quartos do século XX dava status de celebridade. Com o processo de "destradicionalização" {palavra usada por Levy, para designar derrubada paulatina dos paradigmas classistas, do século passado} o professor foi perdendo esse prestígio e foi arrastando para dentro da categoria profissionais despreparados para as exigências do mundo moderno ou seja despreparado para a multifuncionalidade e, sendo assim, os caminhos ficaram antagõnicos: de um lado o professor se preocupa em ensinar os conhecimentos que apredeu, de forma simplificada, na lousa; e do outro os alunos buscam em outros ambientes de aprendizagens os mesmos conhecimentos apreendidos de outro modo com um outro olhar: mais ludico, mais dinâmico, mais colorido, mais imagético, mais interessante que um professor ditando seu saber de costas para os alunos.

Os inventos ligados a comunicação: Telefone, Rádio Fotografia, Cinema, TV, Vídeo, computador e todos os meios de comunicação escrita, foram gradativamente redimensionando a imagem do professor, que em todas as fases da história teve uma perssona respeitada. Na atualidade assistimos a uma inversão de valores, onde o professor entra em confronto com alunos e aparece com braços e pernas quebrados, chicletes nos cabelos, olhos com hematomas, sequelas de socos dados pelos próprios alunos, ameaças por notas, dentre outras arbitrariedade; numa total falta de respeito ao ser humano e ao que o professor representa; isso so vem confirmar os rumores: de uma categoria que vem sendo substituída pela terceirização, quando não, por professores mal-formados.

Tudo isso repercute na formação das crianças e dos jovens que serão o futuro do País. A figura do professor em sala de aula é de uma importância socio-educacional desmesurável, pois ele não só medeia os conhecimentos como educa os alunos na sua integralidade: para a cidadania, para o bem e para o bom. E Isso tmbém não se pode preterir....

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Construção do Conhecimento e as Tecnologias na Educação

Os novos paradigmas educacionais exigem do educador uma nova postura, e da escola um novo perfil, que rompa com as grades do currículo, respeite as diferentes habilidades e competências e provoque no educador uma nova visão de mundo numa perspectiva global, onde as novas propostas pedagógicas favoreçam a reflexão e a utilização das novas tecnologias como instrumentos didáticos e metodológicos em que o educando seja o sujeito da aprendizagem e da construção do seu conhecimento e o educador seja o mediador desse conhecimento.

A revista Nova Escola em março de 1995, uma pesquisa sobre as grandes e pequenas dúvidas a respeito do construtivismo, com especialistas renomadas tais como Esther Grossi, Maria da Graças Bregunci, Marilia Duran, Solange Jobin e Souza e Sônia Barreira, serviu de base para a compreensão da utilização da pedagogia construtivista nos trabalhos de sala de aula com a utilização de projetos.
Segundo o artigo: A pedagogia construtivista propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estímulo à dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. Rejeita a apresentação de conhecimentos prontos ao estudante, como um prato feito, e utiliza de modo inovador técnicas tradicionais como a memorização, por exemplo. Daí o termo “construtivismo”, pelo qual se procura indicar que uma pessoa aprende melhor quando toma parte de forma direta na construção do conhecimento que adquire. O construtivismo enfatiza a importância do erro, não como um tropeço, mas como um trampolim, na rota da aprendizagem. O construtivismo condena a rigidez nos procedimentos de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático demasiadamente estranho no universo pessoal do aluno.
Essas práticas deverão ter base nos estudos do Psicólogo Jean Piaget (1896-1980), a maior autoridade do século XX, sobre o processo de funcionamento da inteligência e de aquisição do conhecimento. Piaget demonstrou que a criança raciocina segundo estruturas lógicas próprias, que evoluem conforme faixas etárias definidas, e são diferentes da lógica madura do adulto.O construtivismo procura desenvolver práticas pedagógicas sob medida para cada degrau de amadurecimento intelectual da criança.
EMÍLIA FERREIRO, (1995) ) in ALMEIDA (2000), partindo da teoria do seu mestre Piaget, pesquisou a fundo e especificamente o processo intelectual pelo qual as crianças aprendem a ler e escrever, e batizou sua teoria de construtivismo, no início esse nome era aplicado só a teoria de Emília, com o tempo passaram a ser chamadas de construtivismo as novas propostas pedagógicas em sua teoria e na teoria de Piagt e até mesmo a pedagogias compatíveis como a do educador soviético Lev Vigotsky.
Segundo ALMEIDA (2000): A teoria de Vigotsky tem como perspectiva o homem como sujeito total enquanto mente e corpo, organismo biológico e social, integrado em um processo histórico.
A autora citada salienta que o sujeito inserido em um certo contexto, político e social realiza reflexões sobre sua ação, ou seja, o sujeito apropria-se de sua ação, analisa-a, retira os elementos de seu interesse e a reconstrói em um outro patamar. PAULO FREIRE (1979), in ALMEIDA (2000), faz uma reflexão sobre a educação e defende uma pedagogia que “deve deixar espaço para o aluno construir o seu próprio conhecimento, sem se preocupar em repassar os conceitos prontos, o que freqüentemente ocorre na prática tradicional, que faz do aluno um ser passivo, em quem se ‘depositam”os conhecimentos para criar um banco de respostas em sua mente’. Ainda em Freire ‘o homem deve ser sujeito de sua própria educação e não pode ser objeto dela. Por isso, ninguém educa ninguém’
Os novos paradigmas educacionais exigem do educador uma nova postura, uma nova maneira de pensar a prática pedagógica, uma nova maneira de resolver os velhos problemas. Para isso, é preciso investir na sua formação inicial e continuada e encontrar meios de eliminar as concepções arcaicas, conservadoras do professor centralizador, como figura principal do processo da construção do conhecimento científico.
As novas tecnologias na utilização de projetos é mais um instrumento interativo que pode favorecer a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade no uso de programas específicos, Internet e enciclopédias jogos interativos uso dos audiovisuais...
O modo como aprendemos a desenvolver conhecimentos e a registrá-los para que possam ser compartilhados com outras pessoas é parte do método científico. É importante ver a ciência como um constructo humano que, para construir conhecimento válido, precisa olhar a natureza como um todo, conforme Almeida (1999) nada mais razoável que a busca de uma visão de conjunto capaz se integrar as diversas dimensões disciplinares e transdisciplinares.o conceito moderno de trabalho não aceita o isolamento para a produção do conhecimento. O conhecimento é um ato produzido socialmente. Assim, o educador deverá caminhar para a compreensão de uma realidade, multicultural, uma visão global de mundo.

Referências Bibliográficas
ALMEIDA, Fernando José de -Aprendendo com projetos: Coleção Informática para mudanças na educação.MEC/SEED/ Proinfo, Brasília, 1999
ALMEIDA, Maria Elizabeth de- A informática e formação de professores vols .1 e 2 ME/SEED,Brasília 2000.
NOVA ESCOLA- março de 1995
FREIRE,Paulo, Pedagogia da autonomia, saberes necessários à pratica educativa, SP Paz e Terra, 1997.
Postado no curso de especialização da PUC-RIO-10/2009

segunda-feira, 18 de maio de 2009




Jaleco: Se essa moda pega?!


Sempre valorizei as vestimentas dos bombeiros dos comissários de bordo, dos pilotos, dos soldados do exercito, qualquer tipo de vestimenta, principalmente a dos médicos porém, mais interessante quando eles usam o jaleco. Mas infelizmente esse aparato virou avental público que cobrem e revelam os status quo de silhuetas consideradas importantes do ponto de vista social.
Exibi-lo publicamente.
A propósito o uso do jaleco é algo contestável pelo menos na minha cidade. Eu sempre soube que os médicos e as enfermeiras usavam os jalecos para se proteger de possíveis bactérias, mas notamos que essa pratica entre os profissionais de saude é cada vez frequante fora do ambiente de trabalho, alguns deles não fazem mais distinção entre os doentes, as ruas, as bactérias, entre outras coisas.
Vez por outra encontramos numa barraquinha de cachorro quente, algum médico ou enfermeira exibindo o seu jaleco branco de preferência, em plena rua com carros produzindo poeiras e lixos dos mais variados, além das mãos sujas pelo dinheiro, tudo isso proliferam bactérias que poderão entrar em contato com os doentes dos hospitais ou as bactérias migrarem em seus jalecos para os sadios que se encontram nas ruas. Acho que isso se faz sem o menor critério de uso desses coletes, outras vezes são as batas que se usam na sala de cirurgia...essas com menos constância.
Acho que eles pensam ou não pensam, pelo menos as pessoas que exibem seus jalecos nas ruas e às vezes pegam até ônibus para ir aos estágios de enfermagem.
Ainda não sei que status isso dar. Mas de uma coisa eu tenho certeza: O uso indevido dos jalecos é uma falta de higiene sem escrúpulos, dos que se utilizam desse vestuário, mas para se proteger do que resguardar os doentes.
Mas também sei que essa postura é uma questão de ética e respeito, que fazem parte do currículo dos cursos de auxiliar enfermagem, mas que talvez não sejam devidamente enfatizados ou levados a sério..
Acredito até que os estudantes pensem que o jaleco seja só para proteger suas roupas, como acontecia com as batas dos mestres, que as utilizavam para se proteger do pó de giz, e que atualmente o seu uso já não faz mais sentido, na era da tecnologia os quadros melânicos são escritos com tintas ou pincéis atômicos.
Mas as doenças continuam, independente das mudanças de paradigmas, alguns profissionais da saúde ainda não conseguem compreender que o risco que ele faz alguém correr é o mesmo pelo qual um dia poderá ele passar.
Se essa moda pega?!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Tributo a Manoel Bezerra de Mattos Neto

Matam o homem, mas não os seus sonhos.

A Lei não fala porque se ela falasse e ouvisse a todos com eqüidade, o mundo teria outro olhar sobre sua aplicabilidade.
A justiça não ouve não vê e não fala
O mundo continua gritando, clamando por ela, mas ela não dá ouvidos;
Que mulher é essa que é tão estudada e que muitas vezes não serve para nada?
Fazer justiça com as próprias mãos é uma prática bem ultrapassada, quando ainda não existiam leis de combate ao crime com mais rigor.
Fazer justiça com as próprias mãos?
Muitos cometeram essas atrocidades; a eficácia de uma cabeça encapuzada livra o criminoso, mas não livra sua culpa.
Porque fazer justiça com as próprias mãos é não reconhecer que o homem evoluiu do paleolítico ao tecnológico.
Acontece que algumas cidades ainda vivem no primitivismo e desrespeitam as regras de convívio social: intimidam, ameaçam, reprimem, oprimem, aterrorizam. Há pessoas que são amadas e odiadas, Manoel Matos era uma dessas. Porém ele foi mais amado e isso ficou provado com a multidão que estava lá, no seu velório.E apenas um grupinho bem insipiente o odiava.
Manoel era de uma personalidade forte, um idealista convicto de que pela luta se alcança os objetivos e lutou incansavelmente. Sua vida foi curta, mas com muita intensidade. Deu bom exemplo aos filhos e a sua família. Mas, não teve chance de se defender pelo objeto do seu estudo, as leis . E sub-repticiamente foi assassinado sem ter tido tempo de preparar sua defesa.
A honra faz um homem!
E um grande homem se conhece pelos ideais...Manoel Mattos os tinha entrelaçados com a justiça, a igualdade de direitos, a liberdade de expressão, uma democracia verdadeira e ver seus filhos, bem como os filhos de todas as mães e todos os pais, crescerem sadios e felizes. Mas isso lhe foi podado.
O que faz um capuz além de esconder o rosto dos que querem fazer justiça com as próprias mãos.
As Instituições precisam se reciclar e atuar de maneira mais honesta possível, pois que o mundo pertence a todos e todos têm o direito a um lugar ao sol;
Precisamos pousar um novo olhar sobre o mundo e descobrir através da historia coisas atuais, acontecimentos estarrecedores e assassinatos de homens ilustres e brilhantes que deram o seu sangue pelo seu povo na luta pelos ideais.
E a justiça é cega quando não vê a barbárie, a impunidade, a injustiça, a iniqüidade.
E continua justa.
È difícil, mas ainda é possível um mundo possível de se viver: Um mundo utópico, ucrônico...
Manoel estará vivo no inconsciente coletivo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

“O olho espanta-me”

“A seleção Natural é cega” (sic) Dr. Jacques Monod, assim como o é o acaso. “Só enxergamos bem com o coração o essencial é invisível aos olhos - Grafou Antoine de Saint-Exupéry - em sua fábula, “o pequeno príncipe”(1943), essa frase foi linda no mundo inteiro; Darwin na sua autobiografia escreveu: “O olho espanta-me.” Logo ele, pai do Evolucionismo! Mas não me surpreendo com tal colocação, porque "os descendentes dos “circuncidados” continuam gerando filhos com prepúcio, apesar desse fenômeno ocorrer há mais de 3 mil anos," o que presenciamos é uma espécie de seleção, pela Lei natural dos homens, visivelmente tida como um ritual celebrado entre hebreus.
Quanto à explicação não deixada sobre o que intriga no olho dos seres, pelo defensor da seleção natural, a ciência moderna atesta a existência de fotorreceptores distribuídos na cavidade ocular ligados ao nervo ótico, que nos dão a sensação de capturar imagens. E como disse Domenico Ravalico, “esses fotorreceptores estão presentes em todos os seres vivos que se movimentam em busca do alimento para a sua sobrevivência na terra.”
Porém, enxerga-se com tudo o que há de sensível: pele, músculo e cavidade ocular... Até os seres mais abissais possuem sensibilidade para enxergar e se proteger do mal e/ou se aconchegar ao bem ao bom, quando for o caso ou o acaso.
Grandes homens da historia da humanidade questionaram o olhar. Leonardo da Vinci criou o mistério de Gioconda, e vem dele o axioma “os olhos são a janela da alma...”; A clarividência, a terceira visão ou terceiro olho se fará visível magia elemental, diante daquele que tiver o poder de enxergar; quando estamos apaixonados dizem que nossos olhos brilham; quando tristes viram olhos de peixe morto; Narciso se apaixonou por si quando se viu refletido no lago; os olhos também são “o espelho do mundo”já dizia o criador de Monalisa, mas não precisamos ter exatamente olhos para enxergar. Shopenhauer nos fala de um corpo tornado visível sob uma determinada ótica.
Mas, nem tudo que enxergamos como verdadeiro é real. Há aqueles que enxergam por nós: institucionalizam o olhar, ampliam nossos horizontes visuais e dominam nosso intelecto, nos ideologizam na perspectiva da alienação da imagem ideal. “Nem tudo o que parece ser o é.”
Não precisamos ter olhos para enxergar, talvez seja por isso que o espanto de Darwin necessite de uma explicação científica, ou seja, exija um novo olhar no interior da visão de quem não o possui.
Olhar nem sempre é enxergar. Thomas H. Huxley (biólogo britânico), século XIX, certamente ficaria admirado com o Projeto ARGUS que aposta na evolução de seres em outras dimensões, porém, diante da sua grandiosidade, ainda não se compara ao ADN (Acido desoxirribonucléico ) descoberto em meados do século xx, através de um raio x, por cientistas da época; e com toda certeza, o mundo está fascinado com a miniaturização dos chip’s, com a potência do olhar dos GPS, olhar cego que se remete a localização espaciais de imagens por satélites, através dos quais hoje podemos ver o quase impossível. Assim como as Telecâmeras que nos vêm, mas são absolutamente cegas, com cega é a “força” da vontade de viver, na visão de do autor de “o mundo como forma de representação.”
Numa perspectiva freudiana há um amor cego e que ao mesmo tempo cega. Jane Japiassu revela esse estágio, adaptado por mim para o cabimento neste texto, quando reescreve a historia de Afrodite e Psiquê: Em seu conto poético Afrodite inventa o sentimento de posse, pelo fato de ser egoísta. A posse que deixa o amor enfraquecido e que no século XIX infernizou os pacientes de Dr. Freud.
Conta a lenda que Eros pretendia ficar com o amor das duas, (Afrodite e Psiquê) assim ele seria o inventor do amor segredado, escondido, indefinido, simulado, camuflado dentre outros adjetivos.
Porém Psiquê vinha aceitando o amor sombrio de Eros, nas caladas da noite recebia o pouco e dava de tudo. Eis que um dia, depois de muitos outros, Psiquê cansou da mesmice e da hipocrisia de Eros, decidiu enxergar o que estava à sua frente, mas que não admitia; decidiu “ver” e por outro olhar sobre Eros, que nem largava a outra nem a assumia socialmente.
Assim uma noite enquanto Eros dormia, ao acender uma vela, o foco iluminando seu corpo, fez Psiquê enxergá-lo com outros fotorreceptores. {grifo meu} Percebeu sua submissão; entendeu que Eros não iria abdicar do amor de Afrodite, por covardia e por medo de ser feliz. E, tendo essa compreensão, Psiquê o abandona para sempre.
A sua vontade de viver e ser livre era mais cega que o seu amor por Eros. Quanto a Eros, a platonicidade de um amor nutrido pela própria mãe é de se perfurar os olhos, logo, seus fotorreceptores não enxergaram a realidade real. Finalmente, Eros e Afrodite seguiram ofuscados.
O olho espanta-me! Disse Darwin no século XIX. Na sua época não poderia dizer diferente. Um século depois da criação da teoria evolucionista, 1977 precisamente, as Edições Paulinas - Editora Católica - lança um livro cujo título é: “a criação não é um mito” onde o autor Domenico Rivalico nos faz perceber que hoje em dia o olho é completamente cognoscível.
Aproveitando o espanto de Darwin e o estudo do autor do livro, fiz a seguinte analogia: Muitas vezes somos comparáveis a seres deprimentes, solitários, peçonhentos, nocivos, a vermes que se movimentam em lugares asquerosos da terra; seres traiçoeiros, como as piranhas que devoram o boi e que apenas atravessa o rio para beber água.
Outras vezes nos assemelhamos a seres unicelulares, como a minhoca, que não tem olhos, mas enxergam, assim como nós humanos ela possui milhões de células vivas e fios condutores que permitem a sua locomoção na umidade dos terrenos e de subterrâneos; Somos comparados a seres que vivem da ponta de um filamento fotossensível e não podem entrar em contato direto com a luz solar, sob pena de não poderem mais se alimentar; seres que vivem por um fio como a Euglena.
Somos também associados a moluscos seres sem luz, mas de luz como a concha de Pecten e suas dezesseis pérolas com dezesseis lentes, são olhos com retina e nervo ótico que levam mensagem ao sistema nervoso e por isso percebe a luz.
Somos comparáveis a insetos, a uma mosca, por exemplo, com os seus fotorreceptores em forma de mosaicos.
Do nosso ancestral herdamos além de tudo os olhos. Dos olhos do antropóide sai um fio condutor que é um nervo ótico que lhe dá a visão completa das imagens, associados a uma telecâmera de TV
Temos olhos de escorpião com raios luminosos e côncavos recobertos por células vivas, se não ficarmos atentos seremos atraiçoados;
Somos semelhantes também aos contraditórios seres abissais, que não necessitam só da luz própria do seu olhar, mas de verdadeiros faróis sobre os olhos para poder enxergar e que, mesmo nas profundezas dos oceanos, se escondem nas trevas e apagam os faróis, sem os quais seriam cegos. Assim somos nós às vezes para enxergarmos o óbvio precisamos de faróis. Muitas vezes nos fechamos na ignorância de nossas trevas para não ter que enxergar a verdade insofismável.
Darwin tinha razão. É que mesmo depois de toda descoberta da ciência sobre o olho, o olhar ainda intriga...

transdisciplinaridade

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imagem TransD

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