domingo, 13 de janeiro de 2008

Conhecimento: a chave para os novos paradigmas


A tecnologia está presente em todos os segmentos sociais e sua inser�o na educa�o se reflete na dinâmica da sociedade e num novo olhar sobre o mundo.
Não podemos fechar os olhos para o passado nem para a educação do futuro, quando reconhecidamnte as pedagogias configuram-se como um instrumento basilar e fomentador das mudanças sociais, que variam em decorrencia das transforma�es sócio-culturais.
O papel do professor do futuro será sempre actual- como o fora antes dos questionamentos sobre o sujeito moderno- aquele que se ajusta a uma pedagogia,representada nos sistemas de domina�o de uma classe burguesa emergente em ascens�o.
A historia da educa�o tem evidenciado as sucessivas mudan�as pedag�gicas imbricadas aos modelos de ordem econ�micas voltado para os valores que conduzem as respectivas sociedades. Assim, a educa�o � v�tima dos erros cometidos pelas gera�es anteriores que acreditaram cegamente numa raz�o que se admitia como " �nica fonte de conhecimento v�lido"desconsiderando toda experi�ncia vivida foram do contexto escolar formal, fora da ci�ncia.
O professor foi se fazendo representante ideol�gica e ingenuamente de um sistema mecanizado, industrializado, hiper-especializado e tecnologizado. E em nome de uma ordem, de um progresso e de uma liberdade foi acreditando, tamb�m num desenvolvimento avassalador, n�o em um conhecimento plural, holistico, transdisciplinar, mas um conhecimento que atendia a um crescimento econ�mico que veio justificar todas as a�es de poderes sobre a natureza e sobre o homem. E em consequ�ncia o resultado dessa cren�a est�o sendo catastr�ficos, pois um macro poder - o capitalismo industrial- tem deixado o globo terrestre num profundo caos, repercutindo na deforma�o crescente dos indiv�duos que contribu�ram e ainda contribuem irreflexivamente para a reproduo dos valores dominantes. E a escola não está isenta disso.
O professor teve a sua participa�o no processo degenerativo da desconstru�o e da separa�o do conhecimento emp�rico do cientifico quando valorizou o saber cientifizado- matem�tico-compartimentado, experimental e puramente pragm�tico como diz ARANHA(1996p 228) "(...) ignorando o conhecimento emp�rico". Assim as pedagogias serviram como um dos elementos de sustenta�o de um regime pol�tico que se impunha num determinado tempo hist�rico.
A pedagogia instrucionista, tradicional reproduzia um sistema dominante, fruto de uma filosofia positivista e cartesiana que veio dicotomizar o sujeito do objeto; o homem da natureza Alem da supera�o dessas e de outras dicotomias, o professor dever� sentir-se aluno do mundo, aluno de seus alunos,como sujeito aprendiz e aprendente.
O olhar do futuro dever� ser prospectivo. Sendo assim, o papel do professor do futuro ser� o de reverter essa situa�o realizando dentre outras a jun�o entre a teoria e a pr�tica e do ensino e a aprendizagem.
Que caminho ter� que rumar o professor, na busca dos pressupostos epistemol�gicos, sociais e culturais que venham justificar essa nova forma de existir dos sujeitos culturais emergentes?

Maria José Galdino
Mestrado em Educação
UFPB

4 comentários:

jailson chaves disse...

Acho que realmente a inserção do indivíduo( aluno-professor) no uso de novas tecnologias é pré-requisito indispensável para uma colocação no mercado extremamente comnpetitivo e exigente.
quanto a inserção de novas tecnologias no âmbito da educação é de responsabilidade não apenas dos professores mas também do poder público que lhe cabe a reformulação e gerenciamento desse novo olhar tecnológico.
ja em relação ao novo olhar sobre o mundo uma grande mudança só ocorrerá quando os indivíduos perceberem-se como parte integrante de um meio; nem acima nem abaixo, simplismente como membro de um sistema maior chamado universo-terra.

MariaGaldino disse...

Meu querido professor Jailson, concordo com vc quando fala sobre a inserçao ao meio e digo mais: Nós professores precisamos penatrar mais no mundo de nossos alunos e enxergá-los como seres que fazem parte de um outro tempo histórico porém mais dinâmico, tempo esse que as vezes esquecemos que não pára e assim condenamos certas posturas.A tecnologia está ai a serviço das pessoas e não o contrário. Seremos ingeridos pelo sistema se não nos atualizarmos, por isso não podemos esperar que os poderes públicos resolvam, efetivamente, tomar a vangurda dessa empreitada.As políticas sociais demoram a se consolidar. Pier C. Rivoleta, Professor especialista da universidade católica de Milão diz que, em pleno seculo XXI, " a tecnologia ainda é tida como um perigo e não como uma laiada (...) e se não compartilharmos da mesma cultura com os nossos alunos criaremos um abismo entre nós e eles". Fico feliz por saber que vc pensa transdisciplinarmante que vc enxerga a teoria do terceiro termo incluido.Beijos

jailson chaves disse...

Gostaria que você desse dicas de como tomar vanguarda dessa empreitada, ja que a implantação de certas tecnologias nas escolas dependem diretamente do poder público?

MariaGaldino disse...

Meu querido professor Jailson, sabemos que não se trata da dependência direta de poderes públicos,mas da mudança de postura pedagógica dos professores, diante das respostas que a Sociedade da Informação e do Conhecimento exige dos sujeitos socio-culturais. O celular,as Lanhauses,o messenger,os video games,as câmeras, a tv, os DVDs, tudo isso é tecnologia, e há muito estão ai.O mundo tecnologizado vai muito além de um laboratório de informática. Quando falo de vanguarda, quero dizer
que não podemos nos limitar a um grupo de políticos ditando o que devemos fazer em nossa sala de aula, mas tomarmos a dianteira desse processo
e interagirmos com nossos alunos, acompreendendo e esse multifuncionalismo que muita vezes impede o aprofundamento dos conhecimentos, mas por outro lado é uma caracteristica dessa cultura e, se não quisermos ser retardatários da própria sociedade,teremos que a ela nos integrar. Entretanto,acredito que exercer o papel de precursor seja uma tendência natural do professor consciente, mas o que está em questão é mais uma mudança de atitude, acima de qualquer outra proposição.beijos

transdisciplinaridade

transdisciplinaridade
imagem TransD

imagem TransD