sábado, 15 de dezembro de 2012

Tudo o que é sólido se desmancha no ar”

 
 “A permanência dos sujeitos,num mundo fragmentado, inviabiliza as perspectivas macrossociais para a compreensão e para a intervenção das contradições de um capitalismo que transnacionaliza-se” e/ou interculturaliza-se.

Do Humanismo Renascentista do século XVI e do Iluminismo do século XVIII, herdamos esse mundo: dividido, matematizado com identidades unificadas, coerentes providas de uma essência inata, imutáveis; supostamente eternas e socialmente estáveis.

Em seu artigo: “ Cultura Popular”, John Fiske nos revela que “a ideia de que o povo não tinha cultura, vai orientar a ciência da antropologia no século XIX”, e que  na busca de justificativas   para essa afirmação, os  analistas sociais vão encontrar explicações nas sociedades “primitivas”, onde a mitologia fazia parte da cultura erudita. Esses analistas perceberam a força impulsionadora das classes populares e reconheceram a influência que essa classe poderia exercer sobre a cultura como um todo. Porém, o importante é que a antropologia abre espaço para o estudo da cultura popular.

A tradição inglesa, no século XX, não acreditava que a classe trabalhadora tivesse habilidade para produzir sua própria cultura, nem para dar a sua contribuição a uma sociedade complexa  e industrializada que emergia no cenário europeu.

Ao longo do século XX vai haver uma rearrumação nas relações culturais na Inglaterra: com o surgimento das mídias, como novas culturas, a influencia do capitalismo sobre o mercado midiático, provocam a dissolução do campo de forças do poder cultural das elites; o colapso do Império britânico, após a guerra contra o Egito em 1956; a diáspora dos colonos, em busca da “sonhada casa”, a Inglaterra, e o surgimento de uma nova geração de teóricos formada na tradição inglesa e fora dela. Todos esses elementos contribuíram para a construção de um novo olhar sobre a teoria cultural.

Em 1960 esses teóricos criaram o Centro de Estudos Culturais Contemporâneos em Birmingham, na Inglaterra, liderado por Stuart Hall, Williams, Tompson e Hogard, os quais deram inicio a uma sucessão de debates críticos, na ordem das classes trabalhadora e das minorias oprimidas, construindo assim uma nova narrativa vinda das classes populares.

Em 1980,  o movimento de expansão dos Estudos Culturais, para fora da Grã-Bretanha gerou problemas, para os teóricos com, a perda do rigor, da fecundidade e da identidade, iniciando uma crise, por eles denominada de “efeito Babel”.

Heloisa Buarque (in Costa 2003) nos relata algumas características do porquê serem  Estudos Culturais: “Por serem um conjunto de abordagens, de problematizações e reflexões situadas na confluência  de vários campos; Por buscarem inspirações em teorias diferentes; Por quebrarem certas lógicas cristalizadas; E por hibridizarem concepções consagradas.”

Os Estudos Culturais não nascem sozinhos, eles “emergem num panorama mais amplo de transformações no mundo contemporâneo, no qual se inscrevem nas mudanças radicais, no que diz respeito a teoria cultural (...) Aquele conceito de cultura elitista, segregacionista, hierárquica, transmuta-se para outro eixo de significação,numa ampla abertura de sentidos versáteis.” (Costa, 2004;Silveira, 2005)

Na educação os Estudos Culturais constituem uma ressignificação e /ou uma forma de abordagem no campo pedagógico em que as questões sobre cultura, identidade, discurso e política de representação passam, de forma articulada, ao primeiro plano da cena pedagógica. (Moreira, 2004; Costa, 2003).

Os muros caíram e as fronteiras foram dissolvidas; as continuidades rompidas; as velhas certezas hierárquicas foram questionadas. Migrações e diversidades culturais quebram a estabilidade da identidade do sujeito moderno. Lac lau 1990; Hall, 2006, argumentam  que “o deslocamento têm características positivas. Ele desarticula as identidades estáveis do passado,mas também abrem a possibilidade de novas articulações: a criação de novas identidades, a produção de novos sujeitos.Ao que eles chamam de  recomposição das estruturas em torno de pontos nodais particulares de articulações”.

Stuart Hall (2006), analisa a questão das mudanças ocorridas na formação da identidade do sujeito  moderno e considera que “aquela identidade, plenamente unificada, completa, segura e coerente é uma fantasia” e nos leva por caminhos congruentes de avaliações socioculturais, cujas bases estão firmadas e contextualizadas nas teorias dos sujeitos Iluministas, sociológico e pós modernos:

“O sujeito, previamente vivido como tendo uma identidade unificada (...) é o sujeito iluminista, que está se tornando fragmentado; composto por várias identidades, as vezes contraditórias ou não; O sujeito sociológico é formado na relação com as outras pessoas,consideradas  importantes para ele (...) o próprio processo de identificação, através do qual nos projetamos em nossas identidades culturais, tornou-se mais provisório, variável e problemático (...) esse processo ajuda a produzir o sujeito pós-moderno. A identidade torna-se uma celebração móvel,(...) diferentes e continuamente deslocadas.”(Hall, 1987;1990;2006).

Até o final do século XX, o mundo era dividido entre Oriente e Ocidente, aparentemente antagônicos; não havia essa conexão globalizada e as nações possuíam suas culturas definidas, com eixos ideológicos e acreditavam-se permanente, culturas essas em torno das quais, organizavam-se a economia e os costumes cotidianos.

Porém, “as experiências das diásporas, transformaram-se em problemas;  a hibridização deixa sua marca e a fluidez das identidades, tornam-se ainda mais complexa, pelos entrelaçamentos de outras categorias construídas além das classes, raça,nação e gênero”... (Canclini, 2009)

O mundo atual está repleto de pessoas em movimento, afastando-se das guerras civis, da fome, de doenças, de xenofobismo e de pobreza... Este é um tipo de globalização informal, ilegal... É um contra poder.

Para Garcia Canclini “ a migração que criou essa mistura de culturas, pelo mundo criou também cidades multiculturais; criou novas diásporas mundo afora. E vai na contramão da Globalização. O autor argumenta que “ Essas transformações ameaçam a arquitetura do multiculturalismo, política gerada pela globalização, cujo modelo entra em crise; o Estado, as leis a política de comunicação e de educação já não são suficientes para conter os avanços das migrações e das mestiçagens” provocando um grande problema de controle de social.

“A política de globalização pretendia manter as pessoas e as culturas em seus lugares de origens e o sistema mercadológico em dinamismo, no sentido mundial, mas isto não aconteceu. O imprevisto é que as pessoas estão indo em busca de suas melhoras e as empresas estão correndo atrás dos mais capacitados, das criatividades, das invenções e inovações e das novidades, isto tem enlouquecido o mercado global. Hall ( in Heloisa Buarque, 2003).

Diante desse fatos, Garcia Canclini (2009) propõe a mudança do termo multiculturalismo para Interculturalidade, por acreditar que estamos vivendo entre dois modos de produção sociais em que:  de um lado o multiculturalismo que admite a diversidade cultural, mas propõem uma política relativista de respeito as culturas, reforçando o segregacionismo; e do outro a interculturalidade que remete às confrontações e aos entrelaçamentos.

O autor citado, adverte que “ com a globalização tecnológica, quase todo o planeta entra em conexão simultânea, isso faz com que se criem novas modalidades de diferenças e de desigualdades”.

Toda crise antecede a um questionamento sobre continuidades.

Referencias bibliográficas
 
CANCLINI, N. G. Diferentes, desiguais e desconectados. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2007.

HALL, S. Identidades culturais na pós-modernidade. 11 ed. Rio de Janeiro: DP&A editora, 2006.

 SILVEIRA, R.M.H. (Org.). Cultura, poder e educação: um debate sobre estudos

culturais da educação. Canoas: Editora ULBRA, 2005.   

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

CORPO POÉTICO

E do encanto nasceste flor, do Sertão quiçá herança do Lácio, do prelúdio da noite, ao lírico da manhã. E, como as sombras das vertentes matas. Da cor que emana da matiz profícua transbordaste o seio da matriz... És a nascente de um veio profético, És a mãe de um corpo poético. És a corrente do oceano, em conchas e de um monte leve ao lunar despontas . És o crepúsculo das chapadas, que ao luar o diamante impinge . E do encanto nasce a flor...esfinge ... És a pura virgem, És balzaquiana, tão sertaneja quão Luziana . E se inalo o limo que o pecíolo entala , nessa profusão meu labiar compele. Ao teu doce odor imantado a pele. E que as palavras fiquem na paródia. E a flor do encanto, do episódio à história. E se Ecoa seu canto aos céus, Aos céus e aos deuses falem. E que a Cobiça dos eternos Erga o seu manjar, a infinda divindade... A seu Alá.

RUDEZA

Rudeza Por que julgas com olhar tão impreciso Quando deverias converter-te em juízo Na rudeza e nos mirados da oclusão E o que temes, se o erro está em ti Quando embutis segredando a verdade Nessa subliminar ocultação Me condenas e te convertes em maldade Quando feres sem navalha minha alma Quando cravas o meu punho na batalha E quando negas tuas sobras... as migalhas É porque nunca mergulhasses mais profundo La no antro do teu templo interior E se sabes do que realmente sentes Porque foges se o medo está em ti? Quando impinges na verdade um sentimento Que te engana e me esmaga com essa dor.

O FLAGELO DA FOME

No período da campanha eleitoral, resolvi fazer um porta-a-porta e em dessas visitas descobri que o índice da fome em nossa cidade ainda é assustador. Não se admite mais num mundo globalizado, multiculturalizado,interculturalizado,informatizado, automatizado, hiperespecializado, com uma economia mundializada,um ser humano passar fome ou mesmo morrer de inanição. Por coincidência ou não, procurando renovar minhas comunidades, descobri algumas delas que se preocupam com o fenômeno fazendo o seguinte questionamento: você se preocupa? Ou ainda: a deficiência está no coração ou apresenta uma foto de uma criança magérrima ( só os ossos) e uma pergunta: por que você reclama da vida? Descobri também que o flagelo da fome atinge mais de 777 milhões de pessoas nos paises em desenvolvimento e que a cada 3,5 segundos morre um ser humano de fome no mundo. Depois de Josué de Castro mostrar ao mundo que o que sustenta o subdesenvolvimento nos paises ou em outro lugar qualquer é a manutenção da miséria e que a fome não é uma fenômeno social mas político. Aquele adágio ... “cego é aquele que não quer ver,” poderíamos considerar a cegueira generalizada quando o assunto é miséria absoluta, pauta rara entre os que fazem política no cotidiano de uma nação, mas que em vésperas de eleições são pratos cheios que enriquecem as plataformas dos candidatos. Coincidentemente, enriquecem também os seus bolsos. Acho que Maquiavel deve ter dito: mantenham o povo na miséria para quando precisar dele não dar tudo ainda , mas apenas algumas migalhas caídas do seu pão e só assim, ele irá lhe agradecer o resto de sua vida, mas será mantido na miséria e servirá como um exercito de reserva. Na pobreza dos desalmados é de surpreender o grau de benevolência, mas quando o miserável tomar conhecimento de que a sua condição não é obra divina,mas humana, ele deixará de negociar a sua miséria. É lamentável que isso esteja muito longe. Enquanto isso, crianças morrem de inanição. E vergonhosamente abrimos nossas bocas para falar de uma vontade popular. Eu vi a miséria de perto e ela estava quase morta, sem forças para lutar para gritar a sua dor, sem ânimo para viver, sem esperanças nos homens; eu vi a miséria de perto e não acreditei no que meus olhos enxergaram.Casas caindo, sem absolutamente nada para comer ou como comer, sem forças para pedir nas ruas, a expressão da vergonha aviltante, esconde-se os rostos do resto do mundo, para não mostrar a cara ossuda, não de regime, mas de fome.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Recepção sentido e Ilusão


Com base nas premissas que norteiam a pesquisa sobre o receptor: alguns partem do principio de que o receptor reinterpreta e reelabora as mensagens dos meios, segundo sua vivencia cotidiana e seus valores, sua identidade cultural e características como: idade, sexo, escolaridade, religião, etnia, grupo social...ou seja, segundo as mediações indicadas no modelo adotado.
Outras, enfatizam a recepção como âmbito de produção de sentidos, superando a supremacia dos meios de comunicação e deslocando para o receptor a capacidade de dar significados para os conteúdos midiáticos, segundo sua competência cultural, construída por diversos fatores extra-midiaticos e midiáticos.
Outra noção recorrente é que o processo de recepção não se restringe ao momento de assistir a TV, começando bem antes e terminando bem depois desse ato.

Com base nos pressupostos teóricos apresentados a Recepção é um paradigma que vem sofrendo mudanças para atender as necessidades das sociedades atuais, que por sua vez são geradas pelos meios de comunicação de massa; para isso estudioso da mídia veem criando e reformulando teorias que explicam o comportamento dos receptores, na tentativa de compreender as mudanças que interferem nos processos do desenvolvimento da cultura da sociedade do conhecimento e da informação.

A recepção da TV vem modificando a formação dos jovens e de crianças desde a sua invenção, entretanto a integração das mídias vem suscitando nessa nova geração um modelo de comportamento que se incorpora nas representações televisivas, cinematográficas, imagética de maneira geral.
Comunicação, cultura e política, são eixos que se interligam na teoria da mediação de Martin-Barbero. Assim compreendi, que as instituições, as técnicas e a produção seja ela industrial ou não, numa sociedade como a nossa, tem um ritmo que compreende e atemde a dinâmica produtiva do mercado internacional em constante mudança e cada vez mais acelerado.

A produção precisa de divulgação e esta de uma política que seja convincente acima de tudo a psicologia certa para que os indivíduos se convençam que precisam sair de suas casas para comprar o produto e, ( aqui é onde pára o controle) continuarem comprando e isso as empresas de marketing, reconheçamos, fazem muito bem; a idéia é acreditarmos que estamos comprando ou escolhendo algo que realmente necessitamos. No paradigma da recepção, o mercado cria produtos equivalentes e esses geram as necessidade e, de uma maneira sutil, iludem pelos atrativos da imagem, pela política do convencimento ou psicologia do mercado consumista de cremes que não enrugam e alimentos que rejuvenescem.
Então, a lógica dessa produção está para a recepção como as matrizes estão para a industria na sociedade de consumo, logo não deve chegar a todos, mas àquela camada da sociedade que terá o alcance nesse sentido a democracia é simbólica.
Os patrocinadores (todos) querem exclusividades, nos programas nas novelas, nos filmes, dentro e fora deles. As grandes empresas nacionais e multinacionais, os donos das produções, os que ditam as regras ou seja o poder.

Os produtos são veiculados pelas mídias, ou pelos meios de comunicação com rótulos de: os melhores, os maiores, os excepcionais, o mais perfeito, o mais gostoso, o mais (caro) barato, o que desce redondo, a boa, a nova, a que deixa mais jovem, mais bela, mais lisa, mais macia, mais aveludada, os que deixam mais magros, mais delineados, o mais limpinho, mais refrescante, o mais crocante, mais protegido, o mais seguro, mais branco, o que elimina com maior facilidade, o que faz sumir a dor, as que encaracolam e as que alisam os que lavam colorindo, o serviço mais pontual, a telefonia do futuro, a maior cobertura... Sempre respeitando os padrões sociais...

Na aparência da imagem vendável (embalagem) há uma diferença que imita uma categoria da classe mais abastada, mas não engana na qualidade: o sabor, a textura, o cheiro, o visual, dentre outros atributos, a seletividade são elementos importantes na composição da representação. A idéia é confundir a mente das camadas populares. O jargão “mude para o novo” por um lado desconstrói o ideal de continuidade e destrói valores, construídos socialmente e, por outro lado surgem novas categorias sociais construídas em torno de uma cultura. Como a nova imagem do velho, o discurso sobre cultura popular, a recepção ativa dos novos sujeitos sociais e receptores ,os novos atores sociais, as instituições de socialização como: a família e a escola como lugar de pertencimento...

Tentamos viver em um modelo de sociedade embrionário em que a idéia da cultura transcende o conceito de povo, pois que quando dizemos: “educação para todos”, acesso a todos, esse discurso de democratização dos conhecimentos informacionais, não quer dizer exatamente isso, na verdade, todos significa dizer que muitas crianças, jovens, marginalizados etc., de nossa sociedade, ficarão fora das instituições, longe das categorias de lutas, do poder, longe do mercado consumidor.
As tecnologias da Informação e da comunicação ainda não chegaram a todos. Como falar em tecnodemocracia, onde a educação se imortaliza em papéis e a democracia é tão nova que continua no berço?

domingo, 17 de abril de 2011

Belas Pernas



Como curvas sinuosas, tépidas pelo aquecimento natural que exalava,
pernas belas que se cruzavam e se firmavam em meu tempo e, na ergometria do seu delineado, cujo formato não esqueço.
Pernas, pelos, peles.
Que cruzavam , enroscavam e se emaranhavam nas profundezas de um pensamento:
Idílico, onírico e libidinoso.
Movimentavas numa sincronia harmoniosa as belas pernas que silenciosamente, apontavam na direção da minha cumplicidade e meu olhar foi dar exatamente no ápice da saudade, na lembrança daquelas noites carnais em que cruzávamos nossas pernas sem
pudores...
Lembranças... de momentos indeléveis, de coxas fortes, mas leves que pressionavam tíbias pernas, que as suportavam porque as amava.
Hoje musculosas,
mas certamente, por mim já conhecidas.

A multifuncionalidade do celular, mais uma ferramenta pedagógica em sala de aula.



Vivemos em pleno século XXI Era da informação da comunicação e do conhecimento; da quebra dos paradigmas tradicionais como verdades e valores absolutos e ainda há professores que não conseguem administrar a sala de aula quando se trata do uso do Celular...proibições, coibições, tolhimento da liberdade individual, ameaças, processos dentre outras reações adversas .
O celular faz parte das novas mídias educacionais. Entretanto por ser bastante criticado e pelos professores terem as mais diferentes reações diante do toque ou até mesmo da filmagem de suas aulas, os celulares foram proibidos em muitos estabelecimentos educacionais, ficando restrito apenas para casos emergenciais.
Precisamos rever nossa postura diante da inovação, pois estamos perdendo mais uma oportunidade de realizar a interação entre celular aluno e conhecimento: Internet, vídeos, fotografias, gravador, câmera digital, radio AM e FM, dentre outras funções, assim, no lugar da crítica e da intolerância, cabe um outro olhar para o celular, hoje esse aparelho não é apenas um instrumento de comunicação, mas uma ferramenta pedagógica em que acontece a construção do conhecimento.
É certo que nem todos os alunos possuem um celular, ficando caracterizado ai, a desigualdade social, como acontece com os computadores, até porque ainda não foi socializada a tecnodemocracia, assim a inclusão digital, como muitos poderes idealizaram, ainda não aconteceu na sua totalidade.
Mas não podemos cometer os mesmos erros do passado, em dividir a sociedade entre os que pensam e os que executam, por isso, o acesso e as oportunidades devem ser para todos.
Temos noticia de professores intolerantes quanto ao uso do celular em suas aulas, mas acredito que esse problema só será resolvido quando o celular for efetivamente considerado como mais uma ferramenta pedagógica a ser empregada em projetos e pesquisas multidisciplinares.
Na seção E agora Telma? Tecnologia - da Nova Escola: 15 minutos da educação, estive lendo a matéria que responde a pergunta da Ana Lins ( Florianópolis-SC) sobre o celular em sala de aula, na resposta de Telma, a questão deve ser tradada com uma certa democracia, o que é louvável, mas para manter a harmonia o respeito e a cooperação entre alunos e professor, porém existem professores que são irredutíveis, que ficam reticentes quando interrogados sobre o uso do aparelho em sala de aula.
O fato é que não devemos deixar nenhum tipo de mídia passar despercebido é preciso encontrar formas de aproveitar o celular, especificamente, e de maneira efetiva em projetos pedagógicos e nos planejamentos curriculares de todas as disciplinas, ratificando suas vantagens. Por isso é preciso negociar com a sala de aula e objetivar a sua utilização pedagógica.
Quando a aluno tomar consciência do poder do celular passará a usá-lo com mais responsabilidade.

Integração de Mídias e práticas pedagógicas

O prenúncio de Marshall Mcluhan de que viveríamos numa Aldeia Global ficou constatado. Hoje em dia há uma necessidade maior de comunicação, o mundo diminuiu as tecnologias e as mídias aproximaram as pessoas, o desconhecido, as culturas, o longe, tudo torna-se comum, há uma linguagem quase universal, estabelecida pelas sociedades. Pierre Levy pensou num ciberespaço, onde as pessoas se encontravam, para trocar conhecimento, empregos e desejos. E estudiosos da sociedade da informação falam de uma revolução tecnológica, mas essa revolução não faz barulho, porque é silenciosa, quando menos esperávamos, lá estávamos trocando knowhaw com outros países; os fenômenos acontecem no lado oposto do mundo e em fração de segundos estamos lá, presenciando as catástrofes ou as vitórias, Como o efeito borboleta“ Um contecimento numa determinada parte do mundo terá um sentido numa escala global” teoria do cáos.
Numa perspectiva pedagógica Prado & Almeida (2005) recuperam, de certa forma, a proposta de integração das mídias, num plano curricular, quebrando aquilo Valente chama de Grade, pela forma como se trabalham as disciplinas, fragmentadas; essa integração não pode ser vista como algo que se interpõe a um conhecimento, mas dever ser algo planejado e pensado para que aconteça o aprofundamento do conhecimento.
Penso que Integrar as mídias é isso: aproveitar os possíveis meios de comunicação e informação, de que dispomos e aprofundar um conhecimento. Uma aula de geografia ou história, por exemplo nós podemos localizar os tsunamis histórico ou geograficamente, ao estudarmos o fenômeno, podemos fazer a integração com jornais, revistas, TV vídeos, Internet,ou ainda através do Celular receber fotos ou vídeos pelo Bluetooth no ato dos acontecimentos por meio dos satélites poder assistir.
Manoel Moran em uma de suas palestras,no VII Seminário do programa Tonomundo nos disse que “a educação tem que surpreender, cativar e conquistar os alunos a todo momento. Precisa encantar, entusiasmar, seduzir, apontar possibilidades realizar novos conhecimentos e práticas. E o conhecimento se constrói a partir de constantes desafios e atividades significativas, que excitem a curiosidade, a imaginação e a criatividade.”
Assim a tecnologia na educação, nos confere uma mudança de atitude do professor e, que deve mudar, nos mesmos contextos educacionais.
Porém há três tipos de profissionais, diz o educador: os previsíveis, que repetem modelos; os simuladores que teem dificuldades em dar aula e a tem como “bico” ou carreira segura e os pró ativos que buscam, pesquisam, se renovam.
Esses, focam nos alunos, nos projetos, na colaboração, gostam de aprender, de experimentar com as tecnologias e metodologias possíveis; evoluem pessoal e profissionalmente e ao longo prazo se tornam pessoas interessantes e realizadas.
E é dentro desse principio que a tecnologia na educação deve ser vista, a serviço dos educadores e não o contrário.
A tecnologia vem como apoio à mudanças que dependem, necessariamente, de uma nova atitude do educador diante dos velhos paradigmas, como aprender a pesquisar, a desenvolver projetos em ambientes virtuais,( individuais, grupais, entre educadores, entre escolas...projetos pontuais, integrados, colaborativos, acadêmicos de intervenção) aprender a se comunicar e divulgar-se na Internet. Mas para isso precisamos conhecer os diferentes recursos digitais nos diferentes ambientes integrados de aprendizagem. Portais, sites, vlogs, blogs, podcast , vídeo, cd, DVD bibliotecas virtuais , digitais e webquest, groups, vivenciapedagógica, educarede, tonomundo, há uma grande diversidade deles. E como instrumentos de comunicação:
• Forum, listas, sites de relacionamento
• Tele, web e videoconferência
• Rádio, TV digital...
• Celular com Câmera digital, filmadora
• connectunopar.br/mestrado e todos portais de educação.
O que importa é que os educadores mantenham visão integradora, flexível, aberta para poder compreender, sentir e agir, num projeto pedagógico inovador, apoiado nas tecnologias audiovisuais conectadas, leves múltiplas e integradas.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

o diálogo



João x Maria

[20:50:50] João vasco... diz :oi Maria

[20:51:38] Maria gald... diz :oi vasco

[20:51:45] Maria gald... diz :diz ai cara?

[20:51:56] João vasco... diz :boa noite gata

[20:52:18] Maria gald... diz :diz ai meu amigo

[20:52:30] João vasco... diz :digo

[20:52:39] João vasco... diz :o que queres ouvir companheira?

[20:52:57] Maria gald... diz :fala das tuas filosofias políticas

[20:53:13] João vasco... diz :então é assim

[20:53:27] João vasco... diz :entre brassards.;quem tem um troco é de lei

[20:54:01] João vasco... diz :depois a prosaica investida fica do lado da rumba

[20:54:07] Maria gald... diz :tah massay vei?

[20:54:10] João vasco... diz :no final a tese é valorada

[20:54:25] Maria gald... diz :tudo eh valorizado no final amigo

[20:54:37] João vasco... diz :depende

[20:54:42] João vasco... diz :neste caso será

[20:54:46] João vasco... diz :nem sempre é

[20:55:32] Maria gald... diz :mas nem sempre eh quase e nem quase eh sempre, mas sempre eh [20:56:16] João vasco... diz :sem o h fica menos recambelesco mesmo se na nova vaga a onda acompanhe

[20:59:01] Maria gald... diz :esse nosso debate caleidoscorpos está ficando oriçado

[20:59:52] João vasco... diz :eheheheheh

[20:59:59] Maria gald... diz :kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

[21:00:09] Maria gald... diz :fala sério cara

[21:00:30] João vasco... diz :eu cada vez acho que os defensores da conversa brejeira sobre sexo é que estão certos

[21:00:39] João vasco... diz :ali não tem isso

[21:00:43] João vasco... diz :é entrar e sair

[21:00:49] João vasco... diz :e a filosofia é de moda

[21:02:48] Maria gald... diz :para entrar is sair so não fica perfeito nosso estágio emocional fica perturbado e não diremos coisa com coisa, mesmo que nossa fala seja labialmente compreendida [21:03:57] João vasco... diz :é boa a resposta

[21:09:49] João vasco... diz :mas olha que é bom quando o emocional se sobrepõe ao que racionalmente é de regra

[21:11:29] Maria gald... diz :eh mas ha um desgaste psicológico quando não ha um verdadeiro reconhecimento da causa, como sã e apenas um devaneio obscurecido

[21:12:14] João vasco... diz :na sanidade ha tantos devaneios Maria

[21:13:48] Maria gald... diz :sim mais o lirismo eh belo quando eh sincero a verdadeira palavra eh aquela que nada diz pronunciando tudo o quanto precisamos

[21:14:17] João vasco... diz :sem duvida

[21:14:36] João vasco... diz :mas para subir ao monte é preciso percorrer o caminho

[21:14:45] João vasco... diz :seja de que maneira for

[21:14:52] João vasco... diz :essa do lírico parece-me bem

[21:15:00] Maria gald... diz :os caminhos todos são tortuosos

[21:15:01] João vasco... diz :é uma boa forma de chegargar La

[21:15:05] João vasco... diz :nada

[21:15:20] Maria gald... diz :nós e que nos enganamos com a ilusão da felicidade

[21:15:21] João vasco... diz :no Éden não ha caminhos tortuosos maga

[21:15:29] João vasco... diz :que engano

[21:15:38] João vasco... diz :não ha isso de felicidade

[21:15:45] João vasco... diz :logo a ilusão não existe

[21:15:54] João vasco... diz :existem momentos de pura magia

[21:16:04] João vasco... diz :e isso não tem engano

[21:16:13] Maria gald... diz :mas o que existe então senão a representação se sermos algo que ainda não descobrimos

[21:16:48] João vasco... diz :a representação nunca é assim como a desenhas

[21:17:06] João vasco... diz :antes nos descobrimos na aprendizagem do que somos

[21:17:31] Maria gald... diz :então amigo redimensione meus pensamentos, para que ele funcione na forma comum de se pensar

[21:18:13] João vasco... diz :quem eu sou para alterar formas de pensar de quem percorre os sábios caminhos da intelectualidade?

[21:18:35] Maria gald... diz :meu pensar se oculta por trás de uma coisa chamada idéia, e quando me sinto ausente, sinto que o nada existe

[21:18:43] Maria gald... diz por detrás

[21:19:08] Maria gald... diz :um vazio por não saber-me

[21:19:15] João vasco... diz :eu um rude, selvático, desordeiro almocreve..

[21:19:29] João vasco... diz :nem tanto

[21:19:53] João vasco... diz :o pensar consubstancia a idéia e como tal incorpora-a

[21:20:03] Maria gald... diz :penso que leio João Cabral de Melo Neto

[21:20:14] Maria gald... diz :especificamente cabra-vadia

[21:20:22] João vasco... diz :logo na essência sedes constituinte

[21:20:33] Maria gald... diz :com essa linguagem

[21:20:34] João vasco... diz :depois se com idéia nunca vazia

[21:20:43] João vasco... diz :de resto.;é jogo de palavras

[21:20:55] João vasco... diz :essa da cabra vadia..gosto

[21:21:05] João vasco... diz :é vernáculo

[21:21:07] Maria gald... diz :sei quando ha palavras e sei quando são vazias

[21:21:20] João vasco... diz :sabereis

[21:21:38] João vasco... diz :mas também será de utilidade enche-las

[21:21:39] Maria gald... diz :algo descansa no pensamento e pronunciamos o que a nossa mente propõe

[21:22:10] João vasco... diz :dito de outra maneira..dizemos o que nos apetece quando a vontade nos leva a isso

[21:22:10] Maria gald... diz :as vezes ela nos trai

[21:22:21] João vasco... diz :a traiçao tb cabe

[21:22:38] João vasco... diz :e se não descoberta...anima a alma

[21:22:44] Maria gald... diz :e somos atraiçoados pelos nossos impulsos desejosos por conclusão [21:23:05] João vasco... diz :que nos tiram da letargia da vivencia casuística

[21:23:16] Maria gald... diz :lembro da tabula redonda

[21:23:30] João vasco... diz :onde de redondo só os espíritos

[21:23:30] Maria gald... diz :não quero falar da morte propriamente dita

[21:23:39] Maria gald... diz :pq como a vida ela eh intrigante

[21:23:51] João vasco... diz :que dela já ha quem fale pelo que a mesma esta falada

[21:24:04] João vasco... diz :nada

[21:24:27] João vasco... diz :seremos efeito do que a situação que se nos depara permita [21:25:00] Maria gald... diz :sim ha que se considerar como nada o conteúdo de um copo maio vazio, mesmo estando meio cheio

[21:25:51] João vasco... diz :sendo essa a consideração todo será o prazer de vos ter como madrinha

[21:26:12] Maria gald... diz :podes me dispor de todo o conteúdo que me dedicas sem que dele retires a essência

[21:26:30] João vasco... diz :que no fundo é aquilo que busco

[21:26:32] João vasco... diz :o âmago

[21:26:40] João vasco... diz :o que esta para além

[21:26:45] João vasco... diz :o que se guarda

[21:26:54] João vasco... diz :o que me leva a considerar desafios

[21:27:06] Maria gald... diz :buscar vida onde não há não eh de bom grado

[21:27:38] João vasco... diz :a vida esconde-se onde nem ela mesmo suspeita

[21:27:50] Maria gald... diz :prefiro a distancia de um velho mundo cansado de viver e por isso mesmo correndo dos seus para permanecer vivo

[21:27:53] João vasco... diz :tantas e tantas vezes adormecida

[21:28:24] João vasco... diz :já eu prefiro uma boa pinga.;em companhia agradável..

[21:28:26] Maria gald... diz :a vida em si já eh um desafio

[21:28:29] João vasco... diz :distinta

[21:28:46] João vasco... diz :antes um desafio que se coloca em cada vida

[21:29:02] Maria gald... diz :prefio vinho no recanto mais confortável de minha casa

[21:29:11] João vasco... diz :era ai que pensava [21:29:18] João vasco... diz :bem no conforto [21:29:24] Maria gald... diz :pensar na vastidão do universo

[21:29:32] Maria gald... diz :morrer de vez enquando

[21:29:33] João vasco... diz :essa deixava para depois

[21:29:44] Maria gald... diz :e depois reconhecer as perdas como grandes ganhos

[21:29:47] João vasco... diz :e antes de morrer..subir ao céu

[21:29:51] João vasco... diz :varias vezes

[21:30:06] Maria gald... diz :não há ceu

[21:30:10] Maria gald... diz :ha gases

[21:30:17] João vasco... diz :sendo que de ganhos se fala pois as perdas ja eram

[21:30:17] Maria gald... diz :e deles eu estou fugindo

[21:30:32] João vasco... diz :tb.;no fru fru da pernoita

[21:30:50] João vasco... diz :com um bom dosador atenuam

[21:31:18] Maria gald... diz :pois eles são a dialeticidade que se determina na minha perda de memória, na morte de minhas células

[21:31:22] Maria gald... diz :...

[21:31:58] João vasco... diz :entre células e dia lecticas prefiro a universalidade

[21:32:26] Maria gald... diz :sou para o oxigênio o que o acido é para o tecido celular

[21:32:45] Maria gald... diz :cada vez que respiro morro um segundo

[21:32:46] João vasco... diz :eu boa companhia ..para o vinho

[21:32:52] Maria gald... diz :lindo isso

21:33:10] João vasco... diz :é sobretudo um estar de lindura

[21:33:24] Maria gald... diz :se precisar de outra boa companhia não faça-se de rogado [21:33:38] João vasco... diz :não a procuro

[21:33:51] João vasco... diz :quando se tem uma que nos encanta duas são demais

[21:34:13] João vasco... diz :e fazemos asneiras quando não pensamos no bem que nos bateu a porta

[21:34:56] Maria gald... diz :a composição do talhado azul de seus traços são vislumbrados pela Iris negra de minha visão, mas tateio pela noite em busca de desse olhar e me perco na noite na contramão

[21:35:51] João vasco... diz :quiçá em vez de caminhos de tacto seria mais directo abrir os olhos e pegar o que na frente se oferece

[21:36:20] João vasco... diz :mesmo se burilar fosse uma necessidade

[21:36:27] Maria gald... diz :as vezes a ilusão

[21:36:45] João vasco... diz :ou utopia

[21:37:05] João vasco... diz :essa mesmo do velho Thomas

[21:37:43] Maria gald... diz :falar baixinho não atropela nosso pensar,mas tintubeia nossos passos certos na retidão da mesmice vaga do caminho

[21:37:52] Maria gald... diz :titubeia

[21:38:15] Maria gald... diz :curto, mas profundo

[21:38:24] João vasco... diz :e porque não parar para saborear o momento a fresca sombra? [21:38:37] João vasco... diz :aquela do olmo mais abaixo na curva eu aconselho

[21:39:02] Maria gald... diz :eh pelo bel prazer querer ser o que o outro deseja em mim [21:39:24] João vasco... diz :querer ser ou querer ter?

[21:39:27] Maria gald... diz :as vezes nos perdemos de nós mesmos

[21:39:35] Maria gald... diz :ser

[21:39:42] João vasco... diz :qual duvida shaskesperiana

[21:40:00] João vasco... diz :entre ser e ter sempre o ter

[21:41:21] João vasco... diz :e agora me lembro que eram 3

[21:41:31] Maria gald... diz :o que nunca se será, mas que no ápice de um desejo retumbante, acabamos por fazer um clone da loucura do outro, deixando de ser nós mesmos e nos habituamos com isso todos os dias que no mais das vezes deixamos o nosso ser vagar pelo ser do outro


[21:41:37] João vasco... diz :maranhao, pernambuco e paraiba..

[21:41:51] João vasco... diz :ja nao sei bem a que proposito..mas eram 3 e eram essas

[21:42:39] Maria gald... diz :o estado de conservação

[21:42:41] Maria gald... diz :?

[21:42:48] João vasco... diz :e quão bom são esses lampejos de inundar do outro no que de bom proporcionamos em partilha com ele

[21:43:00] João vasco... diz :essa soa-me a eixo rodoviário

[21:43:05] Maria gald... diz :dos ingredientes podres e rotulados por hipocrisias

[1:43:08] João vasco... diz :não era pois na altura não havia

[21:43:20] João vasco... diz :essas são de trama politica

[21:43:23] João vasco... diz :não me meto

[21:43:31] João vasco... diz :estou impedido por decreto

21:44:46] Maria gald... diz :quão vagos sortilégios que tentam ingrupir um povo de verdades ocultas só para os que investem nos ricos e pompudos bolsos

[21:45:16] João vasco... diz :que quando estão rotos não teem fundo

21:45:28] João vasco... diz :logo precisam de muito enchimento

21:45:35] Maria gald... diz :e quando são fundos não teem preços

[21:45:57] João vasco... diz :nem almas

[21:46:19] João vasco... diz :também onde se vira bolsos com almas?

[21:46:19] João vasco... diz :nem na barca do inferno

[21:47:05] Maria gald... diz :são ralos abertos evacuantes de sobras e de lamas que banham a pele fresca de damas desonestas incrédulas e desavergonhadas, mas manteem a pureza de um anjo assexuado

[21:47:31] João vasco... diz :soou a campainha

[21:47:49] Maria gald... diz :negro e de cabelos encaracolados por sinal

[21:47:57] Maria gald... diz :negros

[21:48:24] João vasco... diz :que permitem enroscar..

[21:48:30] Maria gald... diz :amigo acho que travamosl uma batalha sem armas

[21:48:35] Maria gald... diz :kkkkk

[21:48:40] João vasco... diz :que se penteiam..

21:48:50] João vasco... diz :que se acariciam..

[21:49:03] João vasco... diz :que se tomam...

[21:49:04] Maria gald... diz :dessas que nos dá a vitoria dos dois lados

[21:49:24] João vasco... diz :batalhas são de mestria

[21:49:40] João vasco... diz :onde a estratégia é vencedora

[21:49:50] João vasco... diz :mas a vos a vitoria senhora

[21:49:57] Maria gald... diz :satisfação deve ser a exata forma de se conceituar

[21:49:56] João vasco... diz :pelos vossos méritos

[21:50:03] João vasco... diz :(F)

[21:50:08] João vasco... diz :(bow)

[21:50:14] João vasco... diz :(emo)

[21:50:28] João vasco... diz :essa..é que é a palavra

[21:50:31] João vasco... diz :satisfação

[21:50:42] João vasco... diz :quando ela chega..finge Diógenes

[21:50:48] João vasco... diz :esta em rei em campo

[21:51:15] Maria gald... diz :não ha méritos quando não há perdas

[21:51:19] João vasco... diz :el rei que pode ser pagem

[21:51:31] João vasco... diz :é quando são maiores

[21:51:43] João vasco... diz :é o que dizem os manuais

[21:51:46] Maria gald... diz :não maiores quando não tem limites

[21:51:48] João vasco... diz :e tb os manuéis


[21:52:10] Maria gald... diz :nem me fale

[21:52:12] João vasco... diz :os limites existem em cada medida

[21:52:21] João vasco... diz :não falo então

[21:52:24] Maria gald... diz :não na mesma media

[21:52:35] João vasco... diz ::x

[21:53:04] Maria gald... diz :a medida de minhas palavras equilatam as suas

[21:53:13] Maria gald... diz :as

[21:53:41] João vasco... diz :nobre bondade para imensa alma de sentir são

[21:54:52] Maria gald... diz :o meu desejo noturno se envolve de invólucro de ter no outro os sonhos de Morfeu

[21:55:19] Maria gald... diz :vou sentir saudade

[21:55:29] Maria gald... diz :qualquer dia nos veremos por ai

[21:55:36] João vasco... diz :esse eu substituo por cadencias ritmadas onde a volúpia se faz crescente

[21:56:05] João vasco... diz :entre veres..hasta que los hinos acudan

[21:56:30] João vasco... diz :salud..

[21:56:49] Maria gald... diz :não diga nada que venha a identificar uma relação com sensualidade evocada pelos festejos dos folguedos

[21:57:04] Joao vasco... diz :en buena hora lo que se vio de charla

[21:58:03] João vasco... diz :penro considero que hablar de sexo seria porsupuesto bien mas caliente [21:58:25] Maria gald... diz :não acredito nisso

[21:58:33] João vasco... diz ::D

[21:58:48] João vasco... diz :no me iria sin esta sonora risada

[21:58:55] Maria gald... diz :acho entediante

[21:59:00] João vasco... diz :gracias senorita

[21:59:06] Joao vasco... diz :en hora buena

[21:59:26] Maria gald... diz :boa noite Vasco

[22:00:17] Maria gald... diz :(handshake)

[22:00:37] Maria gald... diz :foi muito bom te encontrar

[22:00:58] Maria gald... diz :forte (hug)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

professor:ou você muda ou será ultrapassado pelo sistema.


Professor:uma categoria que vem sendo advertida quanto a sua concepção e quanto a sua atual postura. Se formos levar em conta os fatores tempo, modernidade e sujeitos iremos constatar que o tempo que ininterruptamente, avança sobre os sujeitos, os quais já vão sendo modificados, sócio cultural e historicamente, vem exercendo profundas transformações nas civilizações e, de crise em crise, a sociedade altera seus valores. Entramos na pós-modernidade e já não temos tanta convicção em afirmar que o professor deverá recuperar o prestígio, aquele que perdeu durante o processo de mudanças tecnológicas.


Não quero transformar as tecnologias em vilã. O fato é que as relações sociais e de trabalho também veem sendo substituídas, Já podemos constatar uma sociedade sem patrões, como também poderemos antever escolas sem professores, da mesma forma como existem famílias sem o comando dos pais. O aprendizado está em toda parte. Não querendo dispensar a figura do mestre, pois que observando escolas publicas no interior do Nordeste brasileiro , onde a carroça com o jumento ainda é o meio de transporte mais atual, pois dele necesitam para o transporte de mercadorias e para a locomoção a lugares difíceis,onde a tecnologa mais avaçada é, por incrível que pareça, a urna eletrônica e a TV em tempos de copa.Ai o professor é respeitdo é uma sumidade.

Em muitas escolas públicas os professores saem de férias durante o mês de janeiro e voltam às aulas estressados, pois sabem muito bem o que vem pela frente, sabem que vão encontrar: uma escola desestimulante e desassistida pelos governantes, onde só não falta giz e saliva, mas nos aspectos materiais e humanos... Encontramos um aluno que sofre a desigualdade social de forma acintosa, essa falta de entusiasmo justifica esse mal estar tanto do aluno quanto do professor, que por sua vez carrega o fardo da mau remuneração em ter que dar tudo de si para que a sociedade o reconheça e faça jus ao seu esforço “quase sobre-humano” em ter que conciliar todas as atribulações e mais uma, quando na verdade o que ele dá de si é uma parte tão ínfima que se fôssemos fazer uma analogia à expressão: “Já dei minha última aula graças a Deus”, não é justificada no dever cumprido, mas no conforto que dá em ficar dois dias longe daquele enfrentamento diário. Mas é inevitáel observar que no primeiro dia de aula já chegam procurando um calendário para ver o próximo feriado, chegam cansados e se arrastando, movidos pela idéia da próxima sexta-feira.

Hoje em pleno século XXI apresentamos um quadro bastante desolador, similar ao de Vida Maria, vídeo produzido por Marcio Ramos,(sic) que circula na internet e que retrata o nordestino na sua mais extrema miserabilidade, sem instrução, sem perspectivas, sem esperanças de vida melhor,com um processo alienatário bastante evidente na reprodução da pobreza, na imgens de quem considera e chamam santos sobre o único móvel existente: uma mesinha, numa pequena casa de taipa algo desolador configurando-se um quadro da mais profunda indiferença e abandono ao ser humano, por parte dos poderes cosntituidos. Da mesma forma quando vejo os professores motivados pela sextas-feiras, lembro do debate entre Paulo Freire e Ira Shor citado por Sergio Augusto Freire Souza no seu artigo “ Modernidade, pos modernidade e Educação: Como começar a segunda feira de manhã? perante os alunos... Alunos que veem dessa realidade...

No século XIX o uso do tablado atribuía ao professor uma imponência e o transformava num ser superior, carregando conhecimentos, cheio de intelectualidade, dotado de respeito e muitas vezes, de inveja, pois que ser professor até três quartos do século XX dava status de celebridade. Com o processo de "destradicionalização" {palavra usada por Levy, para designar derrubada paulatina dos paradigmas classistas, do século passado} o professor foi perdendo esse prestígio e foi arrastando para dentro da categoria profissionais despreparados para as exigências do mundo moderno ou seja despreparado para a multifuncionalidade e, sendo assim, os caminhos ficaram antagõnicos: de um lado o professor se preocupa em ensinar os conhecimentos que apredeu, de forma simplificada, na lousa; e do outro os alunos buscam em outros ambientes de aprendizagens os mesmos conhecimentos apreendidos de outro modo com um outro olhar: mais ludico, mais dinâmico, mais colorido, mais imagético, mais interessante que um professor ditando seu saber de costas para os alunos.

Os inventos ligados a comunicação: Telefone, Rádio Fotografia, Cinema, TV, Vídeo, computador e todos os meios de comunicação escrita, foram gradativamente redimensionando a imagem do professor, que em todas as fases da história teve uma perssona respeitada. Na atualidade assistimos a uma inversão de valores, onde o professor entra em confronto com alunos e aparece com braços e pernas quebrados, chicletes nos cabelos, olhos com hematomas, sequelas de socos dados pelos próprios alunos, ameaças por notas, dentre outras arbitrariedade; numa total falta de respeito ao ser humano e ao que o professor representa; isso so vem confirmar os rumores: de uma categoria que vem sendo substituída pela terceirização, quando não, por professores mal-formados.

Tudo isso repercute na formação das crianças e dos jovens que serão o futuro do País. A figura do professor em sala de aula é de uma importância socio-educacional desmesurável, pois ele não só medeia os conhecimentos como educa os alunos na sua integralidade: para a cidadania, para o bem e para o bom. E Isso tmbém não se pode preterir....

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Construção do Conhecimento e as Tecnologias na Educação

Os novos paradigmas educacionais exigem do educador uma nova postura, e da escola um novo perfil, que rompa com as grades do currículo, respeite as diferentes habilidades e competências e provoque no educador uma nova visão de mundo numa perspectiva global, onde as novas propostas pedagógicas favoreçam a reflexão e a utilização das novas tecnologias como instrumentos didáticos e metodológicos em que o educando seja o sujeito da aprendizagem e da construção do seu conhecimento e o educador seja o mediador desse conhecimento.

A revista Nova Escola em março de 1995, uma pesquisa sobre as grandes e pequenas dúvidas a respeito do construtivismo, com especialistas renomadas tais como Esther Grossi, Maria da Graças Bregunci, Marilia Duran, Solange Jobin e Souza e Sônia Barreira, serviu de base para a compreensão da utilização da pedagogia construtivista nos trabalhos de sala de aula com a utilização de projetos.
Segundo o artigo: A pedagogia construtivista propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estímulo à dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. Rejeita a apresentação de conhecimentos prontos ao estudante, como um prato feito, e utiliza de modo inovador técnicas tradicionais como a memorização, por exemplo. Daí o termo “construtivismo”, pelo qual se procura indicar que uma pessoa aprende melhor quando toma parte de forma direta na construção do conhecimento que adquire. O construtivismo enfatiza a importância do erro, não como um tropeço, mas como um trampolim, na rota da aprendizagem. O construtivismo condena a rigidez nos procedimentos de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático demasiadamente estranho no universo pessoal do aluno.
Essas práticas deverão ter base nos estudos do Psicólogo Jean Piaget (1896-1980), a maior autoridade do século XX, sobre o processo de funcionamento da inteligência e de aquisição do conhecimento. Piaget demonstrou que a criança raciocina segundo estruturas lógicas próprias, que evoluem conforme faixas etárias definidas, e são diferentes da lógica madura do adulto.O construtivismo procura desenvolver práticas pedagógicas sob medida para cada degrau de amadurecimento intelectual da criança.
EMÍLIA FERREIRO, (1995) ) in ALMEIDA (2000), partindo da teoria do seu mestre Piaget, pesquisou a fundo e especificamente o processo intelectual pelo qual as crianças aprendem a ler e escrever, e batizou sua teoria de construtivismo, no início esse nome era aplicado só a teoria de Emília, com o tempo passaram a ser chamadas de construtivismo as novas propostas pedagógicas em sua teoria e na teoria de Piagt e até mesmo a pedagogias compatíveis como a do educador soviético Lev Vigotsky.
Segundo ALMEIDA (2000): A teoria de Vigotsky tem como perspectiva o homem como sujeito total enquanto mente e corpo, organismo biológico e social, integrado em um processo histórico.
A autora citada salienta que o sujeito inserido em um certo contexto, político e social realiza reflexões sobre sua ação, ou seja, o sujeito apropria-se de sua ação, analisa-a, retira os elementos de seu interesse e a reconstrói em um outro patamar. PAULO FREIRE (1979), in ALMEIDA (2000), faz uma reflexão sobre a educação e defende uma pedagogia que “deve deixar espaço para o aluno construir o seu próprio conhecimento, sem se preocupar em repassar os conceitos prontos, o que freqüentemente ocorre na prática tradicional, que faz do aluno um ser passivo, em quem se ‘depositam”os conhecimentos para criar um banco de respostas em sua mente’. Ainda em Freire ‘o homem deve ser sujeito de sua própria educação e não pode ser objeto dela. Por isso, ninguém educa ninguém’
Os novos paradigmas educacionais exigem do educador uma nova postura, uma nova maneira de pensar a prática pedagógica, uma nova maneira de resolver os velhos problemas. Para isso, é preciso investir na sua formação inicial e continuada e encontrar meios de eliminar as concepções arcaicas, conservadoras do professor centralizador, como figura principal do processo da construção do conhecimento científico.
As novas tecnologias na utilização de projetos é mais um instrumento interativo que pode favorecer a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade no uso de programas específicos, Internet e enciclopédias jogos interativos uso dos audiovisuais...
O modo como aprendemos a desenvolver conhecimentos e a registrá-los para que possam ser compartilhados com outras pessoas é parte do método científico. É importante ver a ciência como um constructo humano que, para construir conhecimento válido, precisa olhar a natureza como um todo, conforme Almeida (1999) nada mais razoável que a busca de uma visão de conjunto capaz se integrar as diversas dimensões disciplinares e transdisciplinares.o conceito moderno de trabalho não aceita o isolamento para a produção do conhecimento. O conhecimento é um ato produzido socialmente. Assim, o educador deverá caminhar para a compreensão de uma realidade, multicultural, uma visão global de mundo.

Referências Bibliográficas
ALMEIDA, Fernando José de -Aprendendo com projetos: Coleção Informática para mudanças na educação.MEC/SEED/ Proinfo, Brasília, 1999
ALMEIDA, Maria Elizabeth de- A informática e formação de professores vols .1 e 2 ME/SEED,Brasília 2000.
NOVA ESCOLA- março de 1995
FREIRE,Paulo, Pedagogia da autonomia, saberes necessários à pratica educativa, SP Paz e Terra, 1997.
Postado no curso de especialização da PUC-RIO-10/2009

segunda-feira, 18 de maio de 2009




Jaleco: Se essa moda pega?!


Sempre valorizei as vestimentas dos bombeiros dos comissários de bordo, dos pilotos, dos soldados do exercito, qualquer tipo de vestimenta, principalmente a dos médicos porém, mais interessante quando eles usam o jaleco. Mas infelizmente esse aparato virou avental público que cobrem e revelam os status quo de silhuetas consideradas importantes do ponto de vista social.
Exibi-lo publicamente.
A propósito o uso do jaleco é algo contestável pelo menos na minha cidade. Eu sempre soube que os médicos e as enfermeiras usavam os jalecos para se proteger de possíveis bactérias, mas notamos que essa pratica entre os profissionais de saude é cada vez frequante fora do ambiente de trabalho, alguns deles não fazem mais distinção entre os doentes, as ruas, as bactérias, entre outras coisas.
Vez por outra encontramos numa barraquinha de cachorro quente, algum médico ou enfermeira exibindo o seu jaleco branco de preferência, em plena rua com carros produzindo poeiras e lixos dos mais variados, além das mãos sujas pelo dinheiro, tudo isso proliferam bactérias que poderão entrar em contato com os doentes dos hospitais ou as bactérias migrarem em seus jalecos para os sadios que se encontram nas ruas. Acho que isso se faz sem o menor critério de uso desses coletes, outras vezes são as batas que se usam na sala de cirurgia...essas com menos constância.
Acho que eles pensam ou não pensam, pelo menos as pessoas que exibem seus jalecos nas ruas e às vezes pegam até ônibus para ir aos estágios de enfermagem.
Ainda não sei que status isso dar. Mas de uma coisa eu tenho certeza: O uso indevido dos jalecos é uma falta de higiene sem escrúpulos, dos que se utilizam desse vestuário, mas para se proteger do que resguardar os doentes.
Mas também sei que essa postura é uma questão de ética e respeito, que fazem parte do currículo dos cursos de auxiliar enfermagem, mas que talvez não sejam devidamente enfatizados ou levados a sério..
Acredito até que os estudantes pensem que o jaleco seja só para proteger suas roupas, como acontecia com as batas dos mestres, que as utilizavam para se proteger do pó de giz, e que atualmente o seu uso já não faz mais sentido, na era da tecnologia os quadros melânicos são escritos com tintas ou pincéis atômicos.
Mas as doenças continuam, independente das mudanças de paradigmas, alguns profissionais da saúde ainda não conseguem compreender que o risco que ele faz alguém correr é o mesmo pelo qual um dia poderá ele passar.
Se essa moda pega?!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Tributo a Manoel Bezerra de Mattos Neto

Matam o homem, mas não os seus sonhos.

A Lei não fala porque se ela falasse e ouvisse a todos com eqüidade, o mundo teria outro olhar sobre sua aplicabilidade.
A justiça não ouve não vê e não fala
O mundo continua gritando, clamando por ela, mas ela não dá ouvidos;
Que mulher é essa que é tão estudada e que muitas vezes não serve para nada?
Fazer justiça com as próprias mãos é uma prática bem ultrapassada, quando ainda não existiam leis de combate ao crime com mais rigor.
Fazer justiça com as próprias mãos?
Muitos cometeram essas atrocidades; a eficácia de uma cabeça encapuzada livra o criminoso, mas não livra sua culpa.
Porque fazer justiça com as próprias mãos é não reconhecer que o homem evoluiu do paleolítico ao tecnológico.
Acontece que algumas cidades ainda vivem no primitivismo e desrespeitam as regras de convívio social: intimidam, ameaçam, reprimem, oprimem, aterrorizam. Há pessoas que são amadas e odiadas, Manoel Matos era uma dessas. Porém ele foi mais amado e isso ficou provado com a multidão que estava lá, no seu velório.E apenas um grupinho bem insipiente o odiava.
Manoel era de uma personalidade forte, um idealista convicto de que pela luta se alcança os objetivos e lutou incansavelmente. Sua vida foi curta, mas com muita intensidade. Deu bom exemplo aos filhos e a sua família. Mas, não teve chance de se defender pelo objeto do seu estudo, as leis . E sub-repticiamente foi assassinado sem ter tido tempo de preparar sua defesa.
A honra faz um homem!
E um grande homem se conhece pelos ideais...Manoel Mattos os tinha entrelaçados com a justiça, a igualdade de direitos, a liberdade de expressão, uma democracia verdadeira e ver seus filhos, bem como os filhos de todas as mães e todos os pais, crescerem sadios e felizes. Mas isso lhe foi podado.
O que faz um capuz além de esconder o rosto dos que querem fazer justiça com as próprias mãos.
As Instituições precisam se reciclar e atuar de maneira mais honesta possível, pois que o mundo pertence a todos e todos têm o direito a um lugar ao sol;
Precisamos pousar um novo olhar sobre o mundo e descobrir através da historia coisas atuais, acontecimentos estarrecedores e assassinatos de homens ilustres e brilhantes que deram o seu sangue pelo seu povo na luta pelos ideais.
E a justiça é cega quando não vê a barbárie, a impunidade, a injustiça, a iniqüidade.
E continua justa.
È difícil, mas ainda é possível um mundo possível de se viver: Um mundo utópico, ucrônico...
Manoel estará vivo no inconsciente coletivo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

“O olho espanta-me”

“A seleção Natural é cega” (sic) Dr. Jacques Monod, assim como o é o acaso. “Só enxergamos bem com o coração o essencial é invisível aos olhos - Grafou Antoine de Saint-Exupéry - em sua fábula, “o pequeno príncipe”(1943), essa frase foi linda no mundo inteiro; Darwin na sua autobiografia escreveu: “O olho espanta-me.” Logo ele, pai do Evolucionismo! Mas não me surpreendo com tal colocação, porque "os descendentes dos “circuncidados” continuam gerando filhos com prepúcio, apesar desse fenômeno ocorrer há mais de 3 mil anos," o que presenciamos é uma espécie de seleção, pela Lei natural dos homens, visivelmente tida como um ritual celebrado entre hebreus.
Quanto à explicação não deixada sobre o que intriga no olho dos seres, pelo defensor da seleção natural, a ciência moderna atesta a existência de fotorreceptores distribuídos na cavidade ocular ligados ao nervo ótico, que nos dão a sensação de capturar imagens. E como disse Domenico Ravalico, “esses fotorreceptores estão presentes em todos os seres vivos que se movimentam em busca do alimento para a sua sobrevivência na terra.”
Porém, enxerga-se com tudo o que há de sensível: pele, músculo e cavidade ocular... Até os seres mais abissais possuem sensibilidade para enxergar e se proteger do mal e/ou se aconchegar ao bem ao bom, quando for o caso ou o acaso.
Grandes homens da historia da humanidade questionaram o olhar. Leonardo da Vinci criou o mistério de Gioconda, e vem dele o axioma “os olhos são a janela da alma...”; A clarividência, a terceira visão ou terceiro olho se fará visível magia elemental, diante daquele que tiver o poder de enxergar; quando estamos apaixonados dizem que nossos olhos brilham; quando tristes viram olhos de peixe morto; Narciso se apaixonou por si quando se viu refletido no lago; os olhos também são “o espelho do mundo”já dizia o criador de Monalisa, mas não precisamos ter exatamente olhos para enxergar. Shopenhauer nos fala de um corpo tornado visível sob uma determinada ótica.
Mas, nem tudo que enxergamos como verdadeiro é real. Há aqueles que enxergam por nós: institucionalizam o olhar, ampliam nossos horizontes visuais e dominam nosso intelecto, nos ideologizam na perspectiva da alienação da imagem ideal. “Nem tudo o que parece ser o é.”
Não precisamos ter olhos para enxergar, talvez seja por isso que o espanto de Darwin necessite de uma explicação científica, ou seja, exija um novo olhar no interior da visão de quem não o possui.
Olhar nem sempre é enxergar. Thomas H. Huxley (biólogo britânico), século XIX, certamente ficaria admirado com o Projeto ARGUS que aposta na evolução de seres em outras dimensões, porém, diante da sua grandiosidade, ainda não se compara ao ADN (Acido desoxirribonucléico ) descoberto em meados do século xx, através de um raio x, por cientistas da época; e com toda certeza, o mundo está fascinado com a miniaturização dos chip’s, com a potência do olhar dos GPS, olhar cego que se remete a localização espaciais de imagens por satélites, através dos quais hoje podemos ver o quase impossível. Assim como as Telecâmeras que nos vêm, mas são absolutamente cegas, com cega é a “força” da vontade de viver, na visão de do autor de “o mundo como forma de representação.”
Numa perspectiva freudiana há um amor cego e que ao mesmo tempo cega. Jane Japiassu revela esse estágio, adaptado por mim para o cabimento neste texto, quando reescreve a historia de Afrodite e Psiquê: Em seu conto poético Afrodite inventa o sentimento de posse, pelo fato de ser egoísta. A posse que deixa o amor enfraquecido e que no século XIX infernizou os pacientes de Dr. Freud.
Conta a lenda que Eros pretendia ficar com o amor das duas, (Afrodite e Psiquê) assim ele seria o inventor do amor segredado, escondido, indefinido, simulado, camuflado dentre outros adjetivos.
Porém Psiquê vinha aceitando o amor sombrio de Eros, nas caladas da noite recebia o pouco e dava de tudo. Eis que um dia, depois de muitos outros, Psiquê cansou da mesmice e da hipocrisia de Eros, decidiu enxergar o que estava à sua frente, mas que não admitia; decidiu “ver” e por outro olhar sobre Eros, que nem largava a outra nem a assumia socialmente.
Assim uma noite enquanto Eros dormia, ao acender uma vela, o foco iluminando seu corpo, fez Psiquê enxergá-lo com outros fotorreceptores. {grifo meu} Percebeu sua submissão; entendeu que Eros não iria abdicar do amor de Afrodite, por covardia e por medo de ser feliz. E, tendo essa compreensão, Psiquê o abandona para sempre.
A sua vontade de viver e ser livre era mais cega que o seu amor por Eros. Quanto a Eros, a platonicidade de um amor nutrido pela própria mãe é de se perfurar os olhos, logo, seus fotorreceptores não enxergaram a realidade real. Finalmente, Eros e Afrodite seguiram ofuscados.
O olho espanta-me! Disse Darwin no século XIX. Na sua época não poderia dizer diferente. Um século depois da criação da teoria evolucionista, 1977 precisamente, as Edições Paulinas - Editora Católica - lança um livro cujo título é: “a criação não é um mito” onde o autor Domenico Rivalico nos faz perceber que hoje em dia o olho é completamente cognoscível.
Aproveitando o espanto de Darwin e o estudo do autor do livro, fiz a seguinte analogia: Muitas vezes somos comparáveis a seres deprimentes, solitários, peçonhentos, nocivos, a vermes que se movimentam em lugares asquerosos da terra; seres traiçoeiros, como as piranhas que devoram o boi e que apenas atravessa o rio para beber água.
Outras vezes nos assemelhamos a seres unicelulares, como a minhoca, que não tem olhos, mas enxergam, assim como nós humanos ela possui milhões de células vivas e fios condutores que permitem a sua locomoção na umidade dos terrenos e de subterrâneos; Somos comparados a seres que vivem da ponta de um filamento fotossensível e não podem entrar em contato direto com a luz solar, sob pena de não poderem mais se alimentar; seres que vivem por um fio como a Euglena.
Somos também associados a moluscos seres sem luz, mas de luz como a concha de Pecten e suas dezesseis pérolas com dezesseis lentes, são olhos com retina e nervo ótico que levam mensagem ao sistema nervoso e por isso percebe a luz.
Somos comparáveis a insetos, a uma mosca, por exemplo, com os seus fotorreceptores em forma de mosaicos.
Do nosso ancestral herdamos além de tudo os olhos. Dos olhos do antropóide sai um fio condutor que é um nervo ótico que lhe dá a visão completa das imagens, associados a uma telecâmera de TV
Temos olhos de escorpião com raios luminosos e côncavos recobertos por células vivas, se não ficarmos atentos seremos atraiçoados;
Somos semelhantes também aos contraditórios seres abissais, que não necessitam só da luz própria do seu olhar, mas de verdadeiros faróis sobre os olhos para poder enxergar e que, mesmo nas profundezas dos oceanos, se escondem nas trevas e apagam os faróis, sem os quais seriam cegos. Assim somos nós às vezes para enxergarmos o óbvio precisamos de faróis. Muitas vezes nos fechamos na ignorância de nossas trevas para não ter que enxergar a verdade insofismável.
Darwin tinha razão. É que mesmo depois de toda descoberta da ciência sobre o olho, o olhar ainda intriga...

domingo, 26 de outubro de 2008

A Linguagem de Corpos Multiculturais


Minhas Crôncas do Portal Gramame.com

Que corpo é esse que não cessa,

e mesmo quando morto existe?

Que vive e se perpetua nas dimensões espaço e tempo?

Que evolui, aperfeiçoa-se e transmuta-se?

Corpo que fala quando silencia...

E quando calado sentencia.

Que corpo é esse que camufla a própria imagem?

Que, simula, gesticula e que é linguagem?

Que corpo é esse que sensível capta tudo?

Corpo frágil que ao outro contamina

Que recria, reproduz e que inventa

Corpo que se movimenta,

deita e rola, faz e acontece...

corpo jovem que envelhece, que se rende à gravidade.

Esse corpo epicurista exaurido de prazer

e de sensibilidade.

Originário do africano.

E o corpo de Freud edipiano,

no corpo incestuoso de Jocasta

Cinematográfico corpo de Sofia.

Corpo da libidinagem,

e de Calígula `a sacanagem,

que ultrapassa as fronteiras da linguagem.

O corpo da cilada...

E o indelével corpo da criança estuprada.

O criminoso corpo de Lombrozzo

Deplorado corpo em assalto,

Corpo em combate...

no calor da trama do corpo rodrigueano

e o romantismo do corpo dramático,

shekspeareano

Corpos divinos de Dante e Beatriz

Demoníaco e sedutor corpo de Lilith

a mulher que Adão não quis

e o tão igual provocador: Leila Dinis

O corpo negro de Otelo,

corpo belo...

da gueixa amarela que sustenta seu amado

Dionisíaco corpo de Elis embriagado.

O corpo queimado de Galdino

Misterioso corpo de Carlinhos raptado.

Corpos de Chernobyl,

por herança deformados.

Que corpo é esse que perpetua a humanidade?

Corpo do bem?

Corpo da maldade?

Corpos detentos legitimados

Duros corpos da Lei iníqua

Corpos de arena.

“Ius primae noctis”

a Primeira noite da romana,

cedida à flor do corpo ao seu senhor

e o corpo enforcado de Judas, traidor.

Corpo paleolítico de Vênus Lespugue,

de um nu abrasador

E da bela Afrodite a deusa grega do amor.

Corpo de Camilo que preso à relação

libera à Ana Plácido

o seu amor de perdição

Corpos do adultério

Corpo da traição.

Corpos de Lesbos em sodomia

E o corpo de Onan em rebeldia.

A volúpia que adolesce

no Eros de Boticelli.

Cabeça sem corpo de presente a Salomé

E o corpo bovariano de Fleubeart

Corpos das virgens assassinadas,

e da pureza a essência retirada

e no perfume

de Patrick transformadas.

Corpos revolucionários de Yoko e John Lennon.

E corpos suicidas de Jim Jones, vaidosos e narcísicos,

que se envenenam.

Corpos crédulos dos ex-votos, prometidos e engessados

corpos fragmentados.

O Corpo Sacro de Vojtyla.

Objeto, sex-appeal.

Balzaquianos corpos que desnudam olhos de um tempo juvenil.

Casto corpo de convento

Corpo de cruz e sofrimento,

Sedento de fome... de miséria.

Corpo pobre na opulência

Decente corpo da luxúria;

da injúria

E o corpo vil da violência.

Dos picos corpos gelados

E no fundo do mar jazidos

Corpos de bruxas queimados

Corpo do Cristo ferido

Lutam p’ra se defender

do julgo imperioso

Da cúria do glorioso e implacável poder.

Corpos que subvertem

a ordem capitalista.

Semente da flor de Hiroxima

corpos do Vietnam

e de mulheres encobertas com a burca no Irã,

Impedidas do biquíni, da calcinha e do batom

e da renda delicada do bico do sutiã.

Corpos fundamentalistas

Corpos puros, arianos:

O protótipo do corpo endeusado

Corpos sem nomes, desvalidos

Corpos hitleristas experimentados,

Repelidos corpos de judeus assassinados

e corpos perfeitos selecionados.

Napoleônicos corpos decapitados

e capitalizados corpos explorados

O corpo do escravo

O escravo do corpo

Corpos coloridos da TV

E corpos de olhos que não vê

Que se toca e não se sente,

um corpo tetraplégico dormente,

no teórico britânico Stephen Hawking

a geniosa mente de Stanislaw

e um corpo enjaulado

na jurisprudência de Nicolau

O Sonoro corpo da arte de um Mozart

E a sinestesia do “Atleta” de Picasso

Corpo medido da Vinci,

corpo de régua e compasso.

Um corpo nômade é sedentário,

o corpo literário de Pessoa

no corpo cansado do ermitão.

E no Rio da Candelária corpos mortos sem razão.

O Corpo de Deus no niilismo

frutos da imaginação

Aterrorizados corpos das Torres

atirados do alto em chamas

soterrados corpos dos escombros,

Alienados e massificados,

prostituídos e socializados corpos na lama.

Corpos que de corpos vivem, canibais

e mesmo que mortos

a natureza mesquinha

deles não se desfaz.

Pós-modernos, midiáticos,

saudáveis corpos viris dos teen-eges.

E a decrepitude de corpos outrora desejáveis.

viciados corpos sociais

“Vitiis, nemo sine nascitur”

corpos multiculturais,

benditos e sa (g) rados corpos dos mortais!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Minhas Crôncas do Portal Gramame.com

18-08-08 às 10:08h

O Escólio

Anotações de encontros e de reuniões são como apêndices de livros, a gente quase nunca ler. Mas, revendo minha pasta do VI Congresso da SAPIENS de 2007, encontrei esse escólio, que escrevi durante a conferência do Professor Dr. Moacir Gadotti , no qual me arrisco a fazer algumas interpolações. O educador apela para uma educação com politicidade, pois acredita que se a sociedade vai bem no transporte, na saúde, na habitação, no emprego... a educação também irá bem. Longe de ser uma escoliasta, minha intenção aqui é divulgar aquilo que considero pertinente para o momento.



É interessante fazer uma releitura:



O mundo atual tem nos apresentado vários desafios e tudo é visto numa abordagem complexa. E preciso pensar numa educação inteirada à outros sistemas.

Precisamos mudar a forma de aprender e de construir conhecimentos e, na atualidade,

o conhecimento é pluralizado é não –linear.

Precisamos também desconstruir o paradigma do pensamento único e eliminar a dicotomia que fragmenta o conhecimento holístico, respeitar a pertinência e pensar na pluralidade de realidades e de razões.



Precisamos mudar a forma de fazer políticas públicas com olhares no século XXI, as políticas publicas dos séculos passados não nos servem mais.

Nossas escolas ainda adotam posturas do século XIX e isso é inaceitável.

Os jovens de hoje têm outras mentalidades, têm outras concepções do que seja um professor e do que sejam conhecimentos.



Precisamos encontrar formas de organizações que não excluam as pessoas mas que cuidem delas; “É preciso saber cuidar” disse Leonardo Boff. “ Vamos cuidar das pessoas” disse João Paulo, atual prefeito de Recife-PE.



Precisamos respeitar a diversidade porque a educação atual vem criando pessoas acéfalas, com valores estranhos à humanidade. Presenciamos acontecimentos que nos deixam boquiabertos, inconcebíveis de aceitá-los como ações de humanos...

Retrocedemos ao século XVIII onde os governantes mandavam enforcar e esquartejar criminosos e traidores, para servir de exemplo, hoje não precisamos mais cometer crimes para sermos decapitados, pois profissionais liberais que juraram salvar vidas e curar pessoas se encarregam dessa truculência, quando não, são adolescente irracionais. Ai, eu costumo dizer que a falta da educação doméstica favorece ao aparecimento de gerações de bárbaros.



Que tipo de sociedade, os governantes pensam para os jovens, em sua grande maioria sem ideais, sem perspectivas, sem esperança e sem sonhos?

Precisamos, portanto mudar a forma de educar e realizar a inclusão social concomitante a inclusão digital.



Precisamos entrar no bom combate à desigualdade de direitos e lutar pela equidade, respeitando as diferenças e não só pensarmos como também fazermos políticas afirmativas e eliminar as discriminações com negros , crianças, idosos, especiais...os marginalizados da sociedade



Tratar igual os desiguais é injusto é preciso respeitar os limites sem depreciar

Precisamos de ações que mudem o mundo opressor

Precisamos mudar os poderes que oprimem

Precisamos fazer uma “ucronia’

O neoliberalismo transformou o mundo num grande mercado onde tudo é medido

e nos reduziu a meros consumidores da produção globalizada;

Ignorou as instituições públicas, os partidos políticos, as associações e os sindicatos.

O neoliberalismo nega o sonho e a utopia, ou seja, não admite que vislumbremos um mundo diferente do estabelecido;

O neoliberalismo não nos admite pensar na ucronia que seria fazer o que ainda não se fez num mundo possível de se viver, fazer diferente com a educação, a saúde, o transporte, a habitação e com o povo.



Os políticos falam muito em mudança, parece até que o que nunca é suficiente ou nunca encontram a forma certa de administrar, mas até agora não justificaram objetivamente essa mudança.



É preciso mostrar o que está por traz da opressão

Precisamos formar cidadãos críticos e não meros reprodutores do sistema de dominação, como se fosse a melhor opção existente.

Precisamos desconstruir essa lógica do imutável, que sustenta a ideologia burguesa desde a acumulação primitiva do capital nos séculos XV e XVI.

Por isso precisamos mudar,

Mudar significa democratizar a educação de qualidade;

Democratizar o conhecimento informacional para que todas as crianças, jovens e adultos tenham acesso público e gratuito.

Mudar significa ainda garantir a formação continuada e em serviços, de professores, para que possam educar com novos olhares entrevendo a auto-sustentabilidade como uma saída para o futuro do cidadão do mundo.



Precisamos reinventar novas formas de poder, novas relações sociais.

Precisamos realizar mudanças e construir novos modelos: econômico- político- social e cultural, para a sobrevivência das categorias oprimidas, uma vez que as novas formas de empregos geram uma sociedade excludente.

Os paradigmas clássicos não têm soluções para os problemas atuais e não têm respostas para as perguntas do século XXI.

Construímos um modelo de civilização que não deu certo, por isso precisamos desconstruir os paradigmas que foram forjados pela sociedade clássica.



Precisamos “mudar o mundo “ disse o Educador Moacir Gadotti, , no VI Congresso da SAPIENS/2007 “não se muda o mundo sem mudar as pessoas”.



E “não é possível mudar o mundo sem tomar o poder.”

sábado, 9 de agosto de 2008

O Menestrel: A alonimia de Verônica

02-07-08 às 18:07h


Há pessoas que criam coisas para nos enganar e Verônica Shoffstall é uma delas. Quando iniciamos a organização da reunião com os diretores, das Escolas Municipais, de Pedras de Fogo-PB, selecionei um vídeo que recebi em uma capacitação do projeto: Formação pela Escola, do governo federal,em Recife no final de 2000.

Preocupada com o conteúdo que iríamos passar aos diretores, resolvi dar mais uma olhada no referido vídeo cujo nome é “O Menestrel.”(poeta medieval...).

Tentando aprofundar o conteúdo do texto fui realizar uma pesquisa sobre Shakespeare e descobri que, em 1971 essa escritora norte-americana escreveu (sic) um poema intitulado “Depois de um tempo,”segundo alguns estudiosos, falseando o texto original de Shakespeare: “Aflter A while.”

Descobri também que, depois de modificado, o referido texto foi usado por um ator chamado Moacir Reis, que valeu-se da alonimia de Verônica para fazer algumas apresentações e criar alguns vídeos.

A escritora não só deu um novo titulo ao texto como criou outra variante distante da realidade da época, atribuindo a sua autoria a William Shakespeare, porém com uma versão mais contemporânea que, de forma bombástica, serviu de propagação entre Internautas.

O falso texto que foi divulgado por vários sites e no You Tube , faz muito sucesso, inclusive quando usado em encontros educacionais,poucos são os que reconhecem a obra como um embuste, com o titulo de “ O Menestrel “ e apesar de ter sido criado pelo autor de Hamlet, Macbeth e Cleopatra., com outra roupagem, o falso texto traz uma filosofia aparente que ajuda a qualquer pessoa a refletir sobre os problemas cotidianos, numa linguagem bem peculiar ao século XXI.

O escrito, realmente, impressiona e o ator Moacir Reis o interpreta como um discurso político filosófico, revendo a personalidade do ser humano e sua mudança de concepção ao deparar-se com o amadurecimento, a partir das experiências vivenciadas no percurso da vida, onde devemos suportar qualquer verdade com resignação.

Não desmerecendo a intenção da autora do falso texto, mas evidenciando a riqueza do maior escritor de todos os tempos que reconhecidamente nos deixou um legado literário de repercussão histórica bastante apreciável.

Quando Harold Bloom escreveu “Sobre Shakespeare, la Invención de lo Humano” suas revelações sobre capacidade literária do autor de Hamlet são reveladoras de uma inteligência ímpar, disse ele:
__” Ningún autor del mundo compite con Shakespeare en la creación aparente de la personalidad, (...) Para catalogar os maiores presentes de Shakespeare é quase absurdo: Onde começar, onde terminar? Escreveu a melhor prosa e a melhor poesia em inglês, ou talvez em toda a língua ocidental. Isto é inseparável de sua força mental; pensou de uma maneira mais inclusiva e mais original do que nenhum outro escritor”.

A partir do estudo aprofundado de Harold pude concluir que a comparação do texto modificado para auto-ajuda à obra shakespereana, chega a ser um pouco burlesco.
Porém, considero positivo o uso da criptonimia para disseminar pensamentos que nos ajudarão no processo de formação de nossa consciência e que farão de nós seres mais humanos.

Mesmo com títulos supostamente falsos e com modificações acintosas, porem atuais e sendo “O menestrel,” “Depois de um tempo”, Aprender ou Aflter A while , vale a pena conferir:


"Um dia você aprende que... realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"

domingo, 1 de junho de 2008

O Espetáculo continua...

10-05-08 às 12:05h
Minhas crônicas do Portal
www.gramame.com

O caso Isabela Nardoni reflete aquilo que em 1967 foi dito por Guy Debord sobre a sociedade do espetáculo. Espetaculariza-se tudo hoje em dia. Tudo é motivo de noticia até os mais íntimos segredos de um lar torna-se para o mundo achaque sensacional de uma grande manchete, onde cria-se oportunidades tira-se proveito, ou melhor, lucro do objeto posto em exposição.

Isabela é um, dentre milhares de crimes hediondos, ocorridos contra crianças, com uma diferença, esse crime não veio das camadas menos favorecidas, Isabela não é filha de proletários, mas ostenta a égide do brasão burguês. Digo isso porque concomitantemente a esse acontecimento, surge o caso de uma garota enterrada no quintal de sua casa, mas que ninguém deu muita importância. Isso vem ratificar o descaso aviltante que faz a Rede Globo, com os crimes contra as classes econômica e socialmente inferiores.

Mas, por que o caso Isabela está há dias, meses, diariamente na TV? A resposta nos remete a avaliação do que a ideologia positivista de Augusto Conte nos induz: a manutenção da ordem burguesa. É evidente, que fora dessa ordem, devem ser punidos os que ousam afrontá-la. A burguesia tem seu status que não deve ser corrompido. É só nos reportar ao assassinato de Tim Lopes em 2002, jornalista da Rede Globo, que foi esquartejado e queimado, no morro do Alemão no Rio de Janeiro, em pleno exercício da profissão.

Esse é um fato a ser compreendido, no mesmo nível do Caso Isabela Nardoni, ambos mexerem com uma camada social importante, diga-se de passagem, estabelecida; uma pela desestruturação da ordem, e a jornalística é intocável, se essa onda pegasse, os âncoras da TV globo estariam marcados; a outra pela manutenção da família ou seja a moral e os bons costumes devem permanecer, independente de qualquer louco que queira desrespeitar essa resolução.
Não é o crime em si que tem que comover a população brasileira, mas o fato de se constituir num elemento novo, capaz de modificar valores sociais culturalmente construídos.

Mas, o espetáculo continua... O quebra-cabeça foi se constituindo e o público foi se oportunizando, por aqueles que pretendiam ter seus cinco minutos de fama, pelos que pensaram em tirar lucro da trágica situação, pelos que falsificaram, inclusive a sua realidade para justificar a palhaçada fomentada frente às câmeras, os que deram seus recados...convenientemente, os que estavam na simulação do crime, como espectadores ou como expectadores, também simulavam a sua verdade.

Como diz Debord: A "nova realidade" não é nem contemplativa nem objetiva; ela é "falsificação do real(...) "O espetáculo tem os meios de falsificar tanto a produção quanto a percepção.”
“Os meios de comunicação de massa - diz o autor - são apenas a manifestação superficial mais esmagadora da sociedade do espetáculo, que faz do indivíduo um ser infeliz, anônimo e solitário em meio à massa de consumidores".

“O espetáculo se constitui a realidade e a realidade o espetáculo. Já não se tem um limite definido para as coisas.”
Onde começa uma e termina a outra quem diz é a publicidade, o termômetro que valora a notícia, o produto, a imagem. Muitas vezes essa realidade é toscamente confundida... A vida das pessoas está muito exposta, com essa tecnologia invadindo os lares, ficamos diante de um conglomerado de informações desimportantes que vão se acumulando como o lixo do mundo até quando chegar o dia em que não teremos mais espaço para amontoá-los.

Até porque tudo vira lixo: informações, conhecimentos, matérias, natureza, e até pessoas são tratadas como detritos, como é o caso da Isabela que foi despejada pela janela, como coisa que se joga fora, porque não serve mais... “Não se atira uma criança pela Janela...” Disse a doutora Threza Pena Pirme aos professores de Pedras de Fogo-PB. Criança não é objeto que se tem até o dia em que passa a ser um estorvo...muito pela contrário ela é para sempre... pois o que fica dessa vida são apenas os sentimentos que alimentamos uns pelos outros, sejam de nossa família ou não.

Precisamos aprender a envelhecer com nossos filhos, nossos jovens, nossos(as) avós, nossos animais, porque o amor se fortalece na convivência, na interação e ai, inadvertidamente, as pessoas jogam o seu cão na rua ...Como se ele não nutrisse nenhum sentimento pelo seu dono ...Joga sua filha pela janela; sua mãe num asilo, ignorando-a enquanto “ser” que gerou a sua própria família. Aí, faltam as considerações, o respeito, a educação doméstica, as orientações da família, no seu sentido mais completo, da escola, e até da igreja...

Digo até, porque antigamente as pessoas tinham o paradigma: Deus. Temiam os castigos divinos, as crianças iam à Igreja aprender os dez mandamentos... Hoje em dia há um certo distanciamento desse referencial que de uma forma ou de outra servia como parâmetro social...Mas isso é uma historia ambígua, até porque a “Igreja” também fez mau uso do nome de Deus, acarretando muitos descalabros na vida social da Idade Média e Moderna respectivamente.

Mas, hoje a tecnologia vem substituindo o homem, a afetividade, o sentimento, os sentidos como: o olhar, o cheiro, o toque, a presença viva, real... O enclausuramento, seqüela do alto índice de violência, cria uma inquietação nas pessoas, ficamos sem um paradigma mais humanitário. E, sem modelo para seguirmos, bem ou mal, nosso destino nessa nave terra, ficamos a deriva.

E o espetáculo continua... O casal Nardoni, não se intimidou diante da justiça, o que fatalmente não ocorreria com pessoas das classes subalternas, e mesmo sendo presos eles negam ter acometido o crime contra pequenina Isabela. Mas era preciso comover a população, para que o caso ganhasse fama, mesmo com esse glamour internacional os telejornais acreditam que o episódio entrará na fila dos milhares de casos a serem analisados pela justiça. Porém, não é pela ordem (seqüência) que se dá prioridade, mas pela importância. É o caso de elucidar: “a justiça falha, mas não tarda”.

Isabela Nardoni, será mais um caso que cairá no esquecimento do publico e da justiça, como o foi o da atriz Daniela Perez (personagem Yasmin na novela de Gloria Perez, “ De Corpo e Alma)em 1992, que enleada ao mundo real foi assassinada a facadas, pelo brutamontes Guilherme de Pádua ( Bira, personagem da novela) homem alucinado, sem discernimento para separar o real do virtual mistura-se com o personagem e consegue ser odiado pela nação.

O assassinato de Daniela Perez, da maneira bárbara, transforma-se num espetáculo, comparado ao de Isabela Nardoni em que a mídia comove o publico através de sensacionalismos.
Debord em sociedade do espetáculo, diz que “os meios de comunicação de massa criam (...) uma realidade própria para que a sociedade se solidarize e crie novos critérios de julgamento e justiça conforme os seus conceitos manipuladores.”

Essa manipulação de opiniões faz com que a população, sem refletir, faça justiça antes da hora e/ou com as próprias mãos.
Casos como esses, com celebridades e pessoas de classe social abastada são os mais difundidos no meio televisivo. E de forma especial pela Rede Globo.

"Debord diz que o espetáculo consiste na multiplicação de ícones e imagens, principalmente através dos meios de comunicação de massa, mas também dos rituais políticos, religiosos e hábitos de consumo, de tudo aquilo que falta à vida real do homem comum: celebridades, atores, políticos, personalidades, gurus, mensagens publicitárias - tudo transmite uma sensação de permanente aventura, felicidade, grandiosidade e ousadia.”

Longe de protagonizar o grande filosofo Platão, e diante de um mundo sem saída, passo a crer que vivemos numa caverna e, sendo o lugar mais seguro, só sairemos dela para uma outra menos segura ainda, porque o desconhecido amedronta, mas precisamos nos desprender das ramas alienantes, que nos restringe a um espaço circunscrito. A terra tornou-se pequena demais para o ser humano. E nós somos protagonistas de nós mesmos.

O caso acabou, mas o espetáculo continua...

transdisciplinaridade

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